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Provincianismo capixaba
Foi preciso uma procuradora da República se indignar, para vir à tona o descaso das autoridades do Estado em relação ao museu ÁfricaBrasil

Editorial

11/10/2013 17:09 - Atualizado em 14/10/2013 18:00


Foi preciso que uma procuradora da República se indignasse diante da situação do museu ÁfricaBrasil, instalado no sitio histórico do Porto de São Mateus, norte do Estado, contendo um dos  maiores acervos de arte tribal africana, para que se desse visibilidade ao descaso das autoridades em relação ao projeto idealizado pelo historiador capixaba Maciel de Aguiar.

Esse extraordinário acervo foi resultado de 40 anos de trabalho e pesquisas de Maciel. A principio, em favor das origens da negritude capixaba, mas logo depois estendendo-o aos demais estados e países, a ponto de contar hoje com 4.800 máscaras e esculturas produzidas pelos povos que formam o continente africano.  


Há bem pouco tempo, dirigiu-se a ele um especialista norte-americano, incumbido de encontrar as máscaras e escultura de origem da família do presidente Barack Obama. Para a sua surpresa, no acervo se encontram 56 máscaras da origem tribal do presidente negro norte-americano. O especialista tentou persuadir Maciel a cedê-las. Mas não conseguiu. Seria, para ele, desfalcar um museu, que no se entender, é para servir às pesquisas de todos os países que a África contribuiu na formação do seu biótipo.


Esse Dom Quixote que resiste a toda sorte de assédios é o mesmo que também não concordou em deixar o seu acervo migrar para a Bahia, como queria o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e como também quis levar para o Rio de Janeiro, o jornalista Fernando Gabeira, diante da indiferença das autoridades capixabas.  


Nem Gabeira, com as suas ponderações procedentes, foi capaz de demover o historiador da ideia de mante o museu no Espírito Santo. Alegava a importância na composição com o local que foi escolhido para a sua sede: o sitio histórico do Porto de São Mateus, um de maior desembarque de escravos.  


Falta, para funcionar - pasmem os leitores -, a contratação de pessoal especializado, conforme projeto museológico, que presta relevante serviços na valorização da versão da história dos heróis quilombolas que foram esquecidos, segundo o próprio Maciel, pela historiografia oficial.


Não foi por falta de busca dessa parceria. Maciel viu as portas se fecharem de todos os lados. No Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que vive a destinar recursos para museus de grandes estados, ele foi tratado como um mero pedinte.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande até tentou. Mas praticamente em vão. Somente houve acolhida da sua Secretaria de Cultura (Secult), no campo que lhe é pertinente. As secretarias de Educação e de Turismo deram as costas. Como se fosse mais um encargo do que qualquer outra coisa, tal a baixa capacidade de seus secretários em entender a importância do museu.


Num Estado cujo provincianismo execrou um de seus maiores personagens, o naturalista Augusto Ruschi, não é novidade nenhuma execrar mais outro, que teve a ousadia de ir além da mediocridade expressa por aqui, sobretudo na academia capixaba.   


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