Faça do seculodiario.com sua home

Siga
Twitter Facebook RSS

PUBLICIDADE

Ivanilton Emiliano dos Santos, que era dono do Hotel Nobre, em Conceição da Barra, foi algemado e levado para delegacia de São Mateus

Delegado repreende PM que deteve ilegalmente ex-dono de hotel

Requerimento enviado ao vereador Serjão Magalhães alerta que última reunião do grupo foi realizada em abril deste ano

Ambientalista quer explicações sobre fim dos trabalhos do GTI Respira Vitória

Pedidos de desagravos de Marcos Dessaune, Luzia Curto e Karla Pinto (da esq. p/ dir.) estão na pauta da reunião desta quarta (26)

Conselho da OAB-ES volta analisar casos de advogados ofendidos por juízes

A equipe de Hartung tem alertado que 2015 será um ano difícil para o Estado. O discurso, além de ''fritar'' a gestão de Casagrande, serve para justificar o adiamento das promessas de campanha

Situação financeira dos municípios alimenta cenário de crise no novo governo

Alterações no PDU para beneficiar Itaoca Offshore (foto) e C-Port Brasil foram consideradas inconstitucionais

Justiça suspende licenças ambientais de portos previstos para Itapemirim

Provincianismo capixaba
Foi preciso uma procuradora da República se indignar, para vir à tona o descaso das autoridades do Estado em relação ao museu ÁfricaBrasil

Editorial

11/10/2013 17:09 - Atualizado em 14/10/2013 18:00


Foi preciso que uma procuradora da República se indignasse diante da situação do museu ÁfricaBrasil, instalado no sitio histórico do Porto de São Mateus, norte do Estado, contendo um dos  maiores acervos de arte tribal africana, para que se desse visibilidade ao descaso das autoridades em relação ao projeto idealizado pelo historiador capixaba Maciel de Aguiar.

Esse extraordinário acervo foi resultado de 40 anos de trabalho e pesquisas de Maciel. A principio, em favor das origens da negritude capixaba, mas logo depois estendendo-o aos demais estados e países, a ponto de contar hoje com 4.800 máscaras e esculturas produzidas pelos povos que formam o continente africano.  


Há bem pouco tempo, dirigiu-se a ele um especialista norte-americano, incumbido de encontrar as máscaras e escultura de origem da família do presidente Barack Obama. Para a sua surpresa, no acervo se encontram 56 máscaras da origem tribal do presidente negro norte-americano. O especialista tentou persuadir Maciel a cedê-las. Mas não conseguiu. Seria, para ele, desfalcar um museu, que no se entender, é para servir às pesquisas de todos os países que a África contribuiu na formação do seu biótipo.


Esse Dom Quixote que resiste a toda sorte de assédios é o mesmo que também não concordou em deixar o seu acervo migrar para a Bahia, como queria o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e como também quis levar para o Rio de Janeiro, o jornalista Fernando Gabeira, diante da indiferença das autoridades capixabas.  


Nem Gabeira, com as suas ponderações procedentes, foi capaz de demover o historiador da ideia de mante o museu no Espírito Santo. Alegava a importância na composição com o local que foi escolhido para a sua sede: o sitio histórico do Porto de São Mateus, um de maior desembarque de escravos.  


Falta, para funcionar - pasmem os leitores -, a contratação de pessoal especializado, conforme projeto museológico, que presta relevante serviços na valorização da versão da história dos heróis quilombolas que foram esquecidos, segundo o próprio Maciel, pela historiografia oficial.


Não foi por falta de busca dessa parceria. Maciel viu as portas se fecharem de todos os lados. No Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que vive a destinar recursos para museus de grandes estados, ele foi tratado como um mero pedinte.

No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande até tentou. Mas praticamente em vão. Somente houve acolhida da sua Secretaria de Cultura (Secult), no campo que lhe é pertinente. As secretarias de Educação e de Turismo deram as costas. Como se fosse mais um encargo do que qualquer outra coisa, tal a baixa capacidade de seus secretários em entender a importância do museu.


Num Estado cujo provincianismo execrou um de seus maiores personagens, o naturalista Augusto Ruschi, não é novidade nenhuma execrar mais outro, que teve a ousadia de ir além da mediocridade expressa por aqui, sobretudo na academia capixaba.   


Outras colunas

25/11/2014 - A propaganda política de Hartung

A desconstrução do governo Casagrande faz parte da estratégia de aniquilar o adversário que possa ameaçá-lo


20/11/2014 - ‘Parem de nos matar’

O tema da Marcha contra o Extermínio da Juventude Negra deste ano é um pedido de socorro ao poder público e à sociedade civil


Colunas do Editorial

PUBLICIDADE

  

PUBLICIDADE

A possibilidade de recondução de Ferraço à presidência da Assembleia fortaleceria o Legislativo, mas isso não vai acontecer

Renata Oliveira

Manobra

A possibilidade de recondução de Ferraço à presidência da Assembleia fortaleceria o Legislativo, mas isso não vai acontecer

E ainda se perguntam por que os dinossauros se auto-extinguiram

Wanda Sily

Todo tempo conta

E ainda se perguntam por que os dinossauros se auto-extinguiram

Os mafiosos em campanha ignoram que desde a ditadura militar o Brasil financia obras no exterior

Geraldo Hasse

'Obras prontas do PT'

Os mafiosos em campanha ignoram que desde a ditadura militar o Brasil financia obras no exterior

 Como otimizar os efeitos da aposentadoria na saúde financeira das famílias

Ivana Medeiros Zon

Fatos, circunstâncias e planos - Parte 1

Como otimizar os efeitos da aposentadoria na saúde financeira das famílias

BLOGS

TST reverte decisão de dissídio de motoristas.

MOVIMENTO
Alvaro Nazareth

Resultado da forçada

TST reverte decisão de dissídio de motoristas.