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O PT nacional mostra que não aprendeu a lição e vai novamente entrar em um palanque vulnerável para a campanha de Dilma

Renata Oliveira

06/11/2013 12:58 - Atualizado em 07/11/2013 13:59


O encontro da presidente Dilma Rousseff com o senador Ricardo Ferraço e o ex-governador Paulo Hartung  nessa quarta-feira (6), é um indicativo de que, como ela mesma afirmou, a aliança nacional entre PT e PMDB vai se sobrepor às articulações locais para a eleição do próximo ano. Enquanto os acordos de gabinete são costurados em Brasília, as lideranças que atuam nos partidos no Estado ainda resistem em deixar o palanque do governador Renato Casagrande (PSB). 
 
Essa movimentação da presidente revela a apreensão do grupo em relação à reeleição de Dilma no próximo ano. O ex-presidente Lula é quem está articulando os palanques de Dilma nos Estados. Embora o Espírito Santo não traga mudanças significativas para o resultado da eleição, a manobra consiste em enfraquecer os aliados de Eduardo Campos, no caso o governador Renato Casagrande.  Mas a estratégia do PT parece equivocada em vários aspectos:
 
1. Casagrande se comprometeu com a neutralidade, o que serviria muito bem ao palanque de Dilma, já que os petistas no palanque de Casagrande poderiam muito bem fazer a campanha para a presidente. 
 
2. O governador lidera a corrida eleitoral e deve ampliar sua margem com o reforço dos prefeitos e candidatos proporcionais, que querem permanecer em seu palanque. Os prefeitos são os principais indutores de votos nos municípios, podendo fortalecer muito mais a campanha presidencial.
 
3. A presidente Dilma parece ter esquecido que o então governador Paulo Hartung tirou foto com ela na frente do Palácio Anchieta, mas se esquivou de fazer campanha para a petista em 2010. Ele também saiu pela tangente na hora de fazer a campanha do segundo turno para Lula em 2006. 
 
4. O grupo de Hartung sempre responsabilizou o governo federal pelos problemas estruturais no Estado, como a obra do aeroporto de Vitória. Mesmo com a avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as irregularidades do consórcio e das empreiteiras do Estado na obra, o então governador Paulo Hartung jogou a culpa pelo atraso das obras nas costas do governo federal.
 
Essas entre outras situações mostram que o PT nacional está escolhendo um caminho tortuoso para a eleição. Somado ao fato de o eleitorado capixaba não ser simpático à candidatura petista. Lula e Dilma já amargaram derrotas por aqui. Se a estratégia é confiar que Hartung vai erguer um palanque fiel no Espírito Santo para a presidente, seria melhor pesquisar o histórico da relação do governador com a classe política do Estado e de fora antes de bater o martelo. 
 
Fragmentos:
 
1 – Na próxima segunda-feira (11), às 19 horas, o PSDB realiza um evento no Guararema Clube, em Linhares. As lideranças do partido esperam reunir militantes dos municípios vizinhos: Aracruz, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Rio Bananal, Sooretama e Vila Valério. 
 
2 – Com a ida de Sérgio Borges para o Tribunal de Contas, o governador Renato Casagrande finalmente encaixa Esmael Almeida em um espaço político. Ele vinha procurando uma forma de acomodá-lo desde sua saída da Assembleia no início do ano, quando Rodrigo Coelho (PT) retornou para o Legislativo.
 
3 – Um fórum empresarial em Vila Velha vai reunir na semana que vem o governador Renato Casagrande e o antecessor e futuro (provável) adversário em 2014 Paulo Hartung, no Centro de Convenção do município. 

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