Faça do seculodiario.com sua home

Siga
Twitter Facebook RSS

PUBLICIDADE

Prefeitura da Serra
Livro Polmeranos
Decisão do TRE-ES garante ''salvo conduto'' para ex-governador em relação à transação milionária; parecer do MPE ignora fatos e reforça tese da defesa

Hartung obtém direito de resposta a reportagens sobre apartamento de luxo

Crescimento mostra que falar em viés de queda nas mortes violentas ainda é precipitado

Número de homicídios no Estado aumenta no primeiro semestre de 2014

<I>Cabeças na Escada rolante</I>, de Alexsander Pandini, será lançado pela editora Cousa, nesta quinta (24), no Centro de Vitória

Escritor estreia com poemas que refletem sua juventude

Orientação é que Defensorias de todo o País criem núcleos de atendimento à mulher vítima de violência doméstica

Defensorias se comprometem a fortalecer combate à violência contra a mulher

Examinadores relatam tentativas de agressões e depredação de patrimônio durante as provas práticas para obtenção de CNH

Servidores do Detran cobram segurança nos locais de aplicação de provas

Serra tem 467 mil habitantes, mas não tem um teatro
Movimento ‘Quero um Teatro na Serra’ reivindica um espaço para a classe na cidade mais populosa do ES

Henrique Alves

12/11/2013 11:55 - Atualizado em 19/11/2013 15:45


Dia desses usamos argumento semelhante para falar de Vila Velha. Agora é a Serra. O hoje mais populoso município do Espírito Santo, com 467.318 habitantes (IBGE, 2013) tem apenas nove salas de cinema (em shoppings) e nenhum teatro público. Foi a surreal ausência de um espaço teatral numa cidade com quase meio milhão de habitantes que estimulou a formação do movimento Quero um Teatro na Serra.
 
“Não ter um teatro na Serra é não respeitar o direito à cultura, que é um direito constitucional”, critica o produtor cultural Rogério Morais, integrante do movimento, que nasceu para sensibilizar políticos e empresários acerca da importância do solo serrano conceber um teatro. Informalmente, Rogério diz que hoje o município conta com mais ou menos 15 grupos teatrais. 
 
Morais evoca um paradoxo. A bem-vinda Lei Chico Prego, a lei do incentivo cultural do município, todo ano contempla projetos teatrais. Mas onde os contemplados desenvolvem as ideias, se não há teatro? Aí entra em cena o improviso, com o perdão do trocadilho. Ou vão para a rua, ou se arrumam noutro lugar qualquer. O fato é que pouco adianta ganhar um edital para honrá-lo tropegamente.
 
O movimento surgiu da óbvia insatisfação de um grupo de artistas serranos com tal orfandade. Não apenas pela falta de um espaço conveniente para a concepção, maturação e apresentação de um trabalho. Mas também como uma alternativa de entretenimento para a população serrana, que, aliás, não deve mais suportar ter sua cidade associada à violência.
 
De acordo com o Mapa da Violência 2013, realizado com dados levantados em 2011, entre os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes, a Serra ocupa a 18° posição na taxa de homicídios por grupo de 100 mil. São 93,3 homicídios. O município apresenta números ainda mais desalentadores para os jovens: com 239,9 homicídios, a Serra aparece em 10° lugar entre os 100 municípios com mais de 10.000 jovens.
 
O movimento também apresenta o argumento econômico. “Não é só acesso ao teatro, mas também a economia da cultura. Quando se investe em cultura, há geração de renda”, defende Morais.
 
Ainda não houve resposta de políticos ou empresários. Mas a mobilização já conquistou a simpatia de outros artistas capixabas, como se vê no Facebook do movimento: inúmeros artistas deram seu apoio à causa (como o jornalista e cronista Jace Theodoro, o desenhista e dramaturgo Milson Henriques, o ator José Luiz Gobbi e sua indefectível Creuzodete).
 
A mobilização online do movimento também gerou posts interessantes na rede social: bastou pegar o (bom) exemplo de municípios de população bem inferior à da Serra, mas que dispõem de teatro (Rio Novo do Sul, 12 mil moradores; Guaçuí, 28 mil; Cachoeiro, 210 mil; Montanha, 18 mil; Afonso Cláudio, 32 mil).
 
Já houve uma tentativa de dar um teatro ao município. Saiu da pena do arquiteto Oscar Niemeyer o Memorial Metropolitano, projeto que conta com mirante, teatro e museu. Mas o valor da obra, orçada em cerca de R$ 70 milhões, desanima, tanto que, em 2012, a prefeitura acenou com o modelo de parceria público privada (PPP) para levá-la adiante.
 
Além da exclusão do que o movimento chama de “corredor cultural”, isto é, o conjunto de cidades que possuem um teatro e que, portanto, recebem produções locais e nacionais, há também um processo de acomodação do desenvolvimento cultural serrano. A falta de espaço adequado compromete a formação de novos artistas. Os artistas teatrais serranos ainda têm Vitória como eixo.
 
Alguns possíveis locais já foram sondados. O bairro de Laranjeiras seria um bom local. “Ali tem muitos terrenos da prefeitura, é de fácil acesso e tem o terminal de ônibus”, aponta Morais.
 
O principal também já foi pensado: o teatro. Vislumbra-se um espaço que integre diversas manifestações. Um espaço para o circo, uma sala para oficinas, uma para reuniões, outra para o audiovisual e uma galeria para as artes visuais. Só falta o poder público e os empresários sacarem qual é da ideia.

PUBLICIDADE

  

PUBLICIDADE

Editorial

Estratégia da intimidação

A concessão do direito de resposta a Hartung serve como uma advertência: ''quem mexer com o ex-governador vai se arrepender''

Reencontro entre Luiz Paulo é Hartung: o bom filho a casa torna

Rogério Medeiros

O balaio de PH

Reencontro entre Luiz Paulo é Hartung: o bom filho a casa torna

 Alguém já ouviu um fabricante informar que seu desodorante não é o melhor?

Wanda Sily

Nada de novo no shopping

Alguém já ouviu um fabricante informar que seu desodorante não é o melhor?

O mês de julho nem chegou ao fim e os reveses se acumulam

JR Mignone

Nada fácil

O mês de julho nem chegou ao fim e os reveses se acumulam

Quem diria que já temos um direito cibernético? Pois temo-lo. É temível

Geraldo Hasse

Teletrabalhadores, uni-vos!

Quem diria que já temos um direito cibernético? Pois temo-lo. É temível

Nesta eleição, debate ambiental será restrito, mais uma vez, ao Psol

Manaira Medeiros

Dedo na ferida

Nesta eleição, debate ambiental será restrito, mais uma vez, ao Psol

BLOGS

Para apagar o passado, condena-se o futuro.

MOVIMENTO
Alvaro Nazareth

Açodamento indébito

Para apagar o passado, condena-se o futuro.