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Maratona Aquática atenta para poluição no mar da Capital


07/02/2014 às 16:54
A Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC) realiza, neste domingo (9), mais um evento em defesa da região. A Maratona Aquática pela Despoluição da Baía do Espírito Santo terá a largada da Praia da Costa, em Vila Velha, com concentração a partir das 7h30.
 
Os nadadores seguirão até a Praia de Camburi, na altura do Clube dos Oficiais. Antes será feita uma pausa na Ilha do Socó para um abraço simbólico. O Corpo de Bombeiros e outras embarcações, incluindo uma escuna, prestarão apoio aos 80 participantes da maratona, já previamente inscritos. Também haverá a assistência de uma ambulância e será montada uma tenda de apoio ao final do percurso.
 
Paulo Pedrosa, presidente da AAPC, lembra que a maratona é um protesto pela despoluição de todo o mar que banha a região da Grande Vitória, por isso, o percurso parte do município vizinho. A Praia de Camburi, relata, sofre com o derramamento de esgoto vindo da lagoa Pau Brasil, na Serra, e do Rio Santa Maria da Vitória, que deságua ao final da praia, no Canal da Passagem, debaixo da Ponte de Camburi.
 
Além disso, Pedrosa afirma que o projeto Águas Limpas, da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), deveria ter sido finalizado em 2013, conforme previsões da própria Cesan apresentadas nos anos de 2010 e 2011. Hoje, a Praia de Camburi continua sofrendo influência do esgoto doméstico. Pedrosa estima que cerca de 50% do efluente que era lançado na praia antes do início do projeto permanece tendo a localidade como destino final.
 
Outro problema persistente na Praia de Camburi é o passivo ambiental composto por pelotas e pó de minério de ferro da Vale, lançados ao mar na década de 1970. Segundo Pedrosa, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) pediram estudos complementares para a despoluição do local, que deverá ser feita pela própria mineradora. Esses estudos deverão ser entregues até o mês de março deste ano. A Vale já demonstrou que tem preferência pelo aterramento do material. Para a AAPC, essa solução não resolve o problema, já que, dessa forma, o minério continuará degradando a região. A associação quer que a Vale faça a dragagem e o descarte seguro do material.

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