Seculo

 

Mais da metade da equipe de Hartung foi escolhida por critério político


08/05/2015 às 13:46
O sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) publicou nesta sexta-feira (8) uma análise do secretariado do governador Paulo Hartung (PMDB). Diferentemente do que havia prometido durante a campanha eleitoral - que trabalharia com uma equipe constituída com base na meritocracia -, Hartung montou seu secretariado a partir de critérios políticos.
 
O sindicato analisou os currículos dos 50 principais gestores do governo do Estado, entre secretários, presidentes de autarquias e fundações. E a constatação foi do perfil político da equipe de Hartung
 
Segundo o levantamento do sindicato, 29 gestores, o equivalente a 58% da equipe, têm ligações político-partidárias com o governador. Esses agentes não têm formação profissional na área de competência inerente à pasta que comanda. Entre os exemplos estão o  engenheiro Ricardo Oliveira (Saúde); o procurador, Rodrigo Júdice (Meio Meio Ambiente); além de ex-deputados e ex-prefeitos ocupando primeiro, segundo e terceiro escalões do governo.
 
Entre as indicações políticas com afinidades com os cargos foram identificados 18 gestores, o equivalente a 36% do secretariado. Para o sindicato, os dados apontam que o atual governo preocupou-se mais em colocar aliados políticos para compor seu secretariado a contar com gestores a partir do mérito técnico. 
 
O levantamento do sindicato aponta também a participação de parte do empresariado na equipe, como o secretário de Cultura, João Gualberto, que era sócio do Instituto Futura e que tem mostrado pouca habilidade para lidar com o setor, haja vista que há mais de duas semanas a classe artística vem promovendo protestos em função da inabilidade do secretário para estabelecer diálogo com os artistas. 
 
O sindicato também aponta a indicação do sobrinho do vice-governador César Colnago (PSDB) para a direção da Prodest. Embora, a indicação de Renzo Colnago tenha sido, segundo os meios políticos, um atendimento ao pleito da ONG Espírito  Santo em Ação. Já a Secretária de Governo, Ângela Silvares, é cunhada de Hartung e está no governo desde o primeiro mandato. 
 
Ângela é auditora de carreira do Estado, mas seu cargo é de confiança. Hartung chegou a criar uma secretaria, a de Transparência, em sua primeira passagem pelo Palácio Anchieta para se adequar à legislação. Ela permaneceu no governo na gestão de Renato Casagrande como indicação de Hartung.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

De demolidor a demolido

Até outro dia, o MDB era o partido mais importante do Estado, mas entrou em agonia com a interferência de PH

OPINIÃO
Piero Ruschi
O Governo do ES e seu amor antigo ao desamparo ambiental
Mais um ''Dia Mundial do Meio Ambiente'' se passou. Foi um dia de ''comemoração'' (política)
Bruno Toledo
Estado sem PIEDADE!
As tragédias que se sucedem no Morro da Piedade sintetizam as contradições mais evidentes e brutais do modelo de sociedade e de Estado que estamos mergulhados
Geraldo Hasse
Mundo velho sem catraca
Cinquenta anos depois, é possível fazer um curso técnico por correspondência via internet
Roberto Junquilho
Hartung, o suspense
O governador Paulo Hartung mantém o suspense e pode até não disputar a reeleição em 2018
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Uma revoada de colibris
MAIS LIDAS

Visita de interlocutores de Hartung a Rodrigo Maia sinaliza mudança de cenário

Contrato do governo do Estado com a Cetesb sobre poluição do ar continua sigiloso

Juiz Leopoldo mais próximo de ir a Júri Popular por assassinato de Alexandre Martins

LDO será votada na próxima segunda-feira na Assembleia

Hartung, o suspense