Seculo

 

Remada no manguezal de Goiabeiras revela potencial ecoturístico da região, apesar da degradação


08/08/2016 às 20:17

Duas horas de remadas em caiaques, stand ups e outras embarcações, em meio às belezas naturais do manguezal da baía de Vitória. Em seguida, um pequeno mutirão de limpeza, com retirada de um pouco da imensa quantidade de plásticos e outros resíduos que poluem o ecossistema local. E, ao final, uma confraternização no galpão das Paneleiras, guardiãs das tradições culturais locais e ícones da identidade cultural capixaba.

“Foi de lavar a alma!”, resume Paulo Pedrosa, presidente da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC). “Pudemos ver as belezas naturais se contrastando com a degradação de um ecossistema lindo. Todos ficaram deslumbrados com as belezas e as espécies lá existentes, como as aves e vegetações”, relata.

A remada desse domingo (7) foi um dos tantos eventos produzidos pela AAPC que unem lazer, sensibilização ambiental e integração social. “É uma maneira das pessoas se envolverem mais nas questões ambientais e de termos uma sociedade mais unida. Só uma sociedade unida pode mudar essa história em favor das futuras gerações”, explica Paulo.

A idealização do evento foi do jovem professor Wallace Mendes, morador de Goiabeiras, remador e nadador em Camburi e membro da AAPC. Durante o passeio, ele pôde contar um pouco da história do bairro, do ponto de vista cultural e ambiental.

“Quando eu era pequeno, tinha fartura de caranguejo e aratu. Agora, pedi pros remadores me mostrarem pelo menos um caranguejo ou um aratu. Não tem, acabou mesmo”, lamenta. A poluição da água é também é bem visível, com muitos resíduos sólidos e também canais com águas avermelhadas, estranhas ao ambiente natural.

Mas apesar da degradação, o resultado geral do evento o surpreendeu e permitiu confirmar sua percepção sobre o potencial ecoturístico da região. Segundo Wallace, um grande mercado é o turismo de negócios que acontece na capital, por exemplo, pois o passeio de barco é uma opção que atrai bastante o público de executivos e de outros profissionais que vêm a trabalho e ficam ávidos por opções de lazer em que possam interagir com a natureza e as comunidades locais.

A remada tende a se tornar um evento anual, no entendimento da Associação, e o próximo deve incluir um cortejo de barcos dentro do manguezal. 

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