Seculo

 

Vereadores querem volta do monitoramento do pó preto na Grande Vitória


12/11/2016 às 20:55

Vereadores de Vitória se mobilizam para requerer ao governo estadual o retorno do monitoramento do material particulado que polui o ar da Grande Vitória, o conhecido pó preto. Davi Esmael (PSB) anunciou nessa quinta-feira (10), em suas redes sociais, a solicitação feita ao Estado.

A última medição do pó preto foi feita em junho. Com o vencimento do contrato com o laboratório responsável pelo trabalho, o monitoramento foi interrompido. Desde julho, o site do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) não mostra nenhum dado das emissões, de responsabilidade principalmente das poluidoras Vale e ArcelorMittal.

A Juntos SOS Ambiental foi a primeira entidade a fazer a denúncia da interrupção do monitoramento. No início de novembro, após repercussão na imprensa, o Iema disse que um novo contrato já está tramitando na Procuradoria Geral do Estado (PGE). A população, no entanto, continua sem informações sobre as emissões.

O monitoramento da quantidade de pó preto traz dados importantes para a definição de medidas de controle da poluição e de mitigação dos danos provocados sobre a saúde e o meio ambiente. “Não podemos comprometer a saúde e bem-estar dos capixabas e, muito menos, ignorar as questões ambientais”, afirmou Davi Esmael.

O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindpúblicos) também questionou ao Iema e ao secretário de Estado de Meio Ambiente, Aladim Cerqueira, sobre a suspensão do monitoramento, mas não obteve respostas. A entidade cobrou informações sobre o fim do contrato, a empresa responsável pelo monitoramento, e os motivos dos últimos dados se referirem a maio de 2016.

"A situação só reforça a total submissão do governo Hartung às grandes empresas poluidoras, muitas financiadoras de suas campanhas, e revela o descaso para com a população da Grande Vitória, que é diariamente prejudicada tendo sua saúde e qualidade de vida afetadas", aponta a entidade.

Segundo o sindicato, com a recusa em fornecer informações básicas à sociedade, a gestão estadual fere a própria Constituição Federal Brasileira, que preconiza o Princípio da Publicidade, bem como a Lei de Acesso à Informação (Lei Federal nº 12.527/2011), que determina que os entes públicos forneçam informações objetivas, transparentes, claras e em linguagem de fácil compreensão; e dados em formato aberto e manejável. O Sindipúblicos informa que irá fazer denúncias formais aos órgãos competentes para providências.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Agência Senado
Cotações

Apesar de já ter anunciado apoio a Majeski, sobem as apostas de que Max Filho poderá, mesmo, é fixar lugar no palanque de Rose

OPINIÃO
Editorial
Quem paga a conta senta na cabeceira?
O financiamento pela Arcelor de uma pesquisa da Ufes de R$ 2 milhões acende o alerta sobre a autonomia universitária e a transparência nos acordos entre academia e capital privado
Piero Ruschi
Visita à coleção zoológica de Augusto Ruschi
Visitei a coleção zoológica criada por meu pai e seu túmulo na Estação Biológica. Por um lado, bom, por outro, angústia
JR Mignone
Uma análise
Algumas emissoras, aquelas que detêm alguma ou boa audiência, dedicam-se pouco à situação do país
Geraldo Hasse
Refém do Mercado
O País está preso ao neoliberalismo do tucano Pedro Parente, presidente da BR
Roberto Junquilho
A montagem da cena
Em baixa junto aos prefeitos da Grande Vitória, Hartung dispara para o interior do Estado
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Candidatura de Lula à Presidência será lançada neste domingo em Vitória e Serra

Servidores do Ibama e ICMBio no Estado protestam contra loteamento político do órgão

Projeto da nova sede do IPAJM é 'reavaliado' por Instituto de Obras do Estado

Quem paga a conta senta na cabeceira?

A montagem da cena