Seculo

 

Ano de eleição


22/11/2016 às 10:52

O próximo ano será de eleições em vários sindicatos importantes do Estado. Neste sentido, a coluna quer alertar os trabalhadores para ficarem ligados nas chapas que vão ser formadas. Isso porque, boa parte dos sindicatos estão fazendo uma nefasta parceria com a classe empresarial. Eles tentam se manter no poder para manter essa aliança firme. E advinha quem perde com isso? O trabalhador.

Na prática, o movimento sindical está dando um tiro no pé. Os empresários não mexem no imposto sindical, já que quem leva vantagem com isso são eles mesmos. É por meio dele, que o patronato controla os sindicatos, cooptando as lideranças em troca da manutenção perpétua à frente das entidades sindicais.

O sinal mais claro disso é que o governo golpista nem fala nisso. Fala-se em uma série de perdas de direitos trabalhistas, como o fim da aposentadoria, por exemplo, mas não quer acabar com a moeda de troca entre o capital e o movimento sindical, que é o imposto.

A coluna sempre se colocou contra o imposto. Sempre defendeu que o fim do imposto, significa a liberdade para que o meio sindical possa se comprometer com a bandeira de luta para a qual foi criado: a defesa dos interesses do trabalhador.

Agora, para que isso aconteça, é preciso que os trabalhadores tomem conta daquilo que é deles. Precisam entender a importante ferramenta que têm nas mãos, se informar e cobrar das direções de seus sindicatos uma postura mais aguerrida, sem conchavos. Quando mais o trabalhador se afasta do sindicato, mas espaço dá para que o capital influa dentro da entidade.

Por isso, com a proximidade de 2017, o trabalhador precisa conhecer os integrantes de cada chapa e as propostas de cada grupo, para que depois possam cobrar os compromissos feitos durante a campanha eleitoral nos sindicatos.

O momento político pelo qual passa o País é crítico e as ameaças aos direitos dos trabalhadores são iminentes. Por isso, o processo de eleições de 2017 é tão importante. É hora de voltar às origens do movimento sindical, voltar à luta para evitar um retrocesso seja político, seja trabalhista.

A hora é de mudança já!

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