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Domingo sem futebol


05/12/2016 às 17:46
Sou daqueles brasileiros que guardam os domingos também para o futebol. Quando não há jogo na TV, à tarde é difícil de acabar. Pode ser qualquer jogo, desde que seja bom, principalmente quando joga o seu time do coração.
 
Sou daqueles torcedores que não vibram, não gritam, xingam de vez em quando. Talvez sejam esses os piores torcedores, já que não extravasam muito. Mas ficar sem futebol, não dá. Fico até irritado com o que passa na televisão que não seja o futebol no domingo.
 
Agora aconteceu algo extraordinário. Estava tudo pronto para ser um domingo especial, já que seria a última rodada do campeonato brasileiro e, de quebra, um jogo decisivo no meio da semana pela Copa do Brasil, mas quis o destino que nada disso acontecesse.
 
Veio a tragédia do Chapecoense, veio a comoção mundial, vieram as notícias tristes e imagens difíceis e a gente acompanhando tudo. Para quem gosta de futebol, foi muito chocante. Ainda mais que se tratava de pessoas próximas, que víamos todos os dias na TV. De repente, com as vidas interrompidas num grave acidente.
 
As entidades futebolísticas suspenderam todo e qualquer tipo de jogo aqui no Brasil. Quer dizer, não teria futebol para ver domingo. Mas fiquei na minha, concordei sem sentir. Achei mesmo que deveriam suspender tudo em solidariedade aos jogadores e colegas da imprensa sim.
 
A tragédia foi de vítimas coletivas, maior que o egoísmo individual. Mas serviu para analisar o quanto o futebol é importante na pessoa que gosta. Fiquei analisando se fosse com o meu time, a reação de sua imensa torcida...
 
Depois fiquei pensando no torcedor que sou, daquele que não perde um jogo na TV, quando não tem TV, vê na internet, quando não tem internet, ouve no rádio.
 
Fiquei triste com o que aconteceu, como seu eu fosse torcedor da Chape.
 
PARABÓLICAS
 
Uma constatação: O Ibope no radio já não influencia mais como antigamente. Culpa da Internet
 
Pat Valim comandando o programa de polícia da Gazeta. Mas duas horas de programa é muito para ela.
 
Aconteceu a festa do radialista neste mês de novembro. A adesão foi baixa, talvez devido à crise.
 
Dá para notar que o funk volta a dar lugar ao sertanejo nas rádios que estão na liderança em Vitória. Ainda bem.
 
MENSAGEM FINAL
 
No fundo, não existe crime organizado. O que existe é Estado desorganizado. Fernand Braudel

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