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Defesa da democracia


17/03/2015 às 12:42
Na década de 50 ocorreu um grande movimento na Central do Brasil, justamente em um 13 de março, pedindo as reformas de base, que garantiram democracia, liberdade e transparência. Uma década depois, dia 15 de março, deu-se início o governo militar no Brasil. Pelo jeito, cada lado escolheu friamente a data para seus protestos deste fim de semana. A coluna fica preocupada com o próximo dia 31, dia do golpe militar. 
 
O movimento da década de 50 não impediu que anos depois o País caísse na mais obscura página de sua história, com o golpe militar, que cerceou os direitos fundamentais da democracia no Brasil. 
 
Desde 2013, uma série de movimentos na rua vem acontecendo no Brasil com uma cobrança de pautas diversas, sem um foco político que traga realmente mudanças políticas profundas que contribuam para o aprimoramento da democracia. 
 
Aliás, o movimento que foi às ruas no domingo (15) não tem esse objetivo mesmo. Diante da derrota nas urnas, o movimento que se disse apartidário, quer ganhar no grito. Até aí, é da democracia, mas o que preocupa é o discurso da defesa do militarismo, em pleno século 21, depois de tanta luta para tirar o País desse momento tenebroso, um retorno anti-democrático fica difícil de entender.
 
Ainda bem que os militares de hoje têm um pouco mais de consciência, naquela época eles comandaram um golpe de estado, controlado pela direita. Desta vez, apesar do apelo da burguesia, estão quietos. Mas todo cuidado é pouco. 
 
Diante dessas movimentações todas, há de se destacar o movimento da última sexta-feira (13). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) entendeu errado o momento. Fez um movimento em horário comercial, no momento em que o trabalhador estava no trabalho. Quem foi às ruas foram, políticos ligados ao PT e aposentados. O resultado não poderia ser outro, uma série de atos minguados. 
 
O movimento sindical entendeu errado o momento e acabou prejudicando mais do que ajudando a defesa do governo federal. A estratégia deveria ter sido pensada com mais calma e ser mais eficiente, afinal, desde o final da eleição essa movimentação já vinha sendo ensaiada. 
 
A defesa da Petrobras, das ações do governo e, sobretudo, da imagem da presidente Dilma Rousseff. Disso depende a manutenção dos ganhos da classe trabalhadora nesse período e, mais importante, a defesa da democracia. 
 
Só quando se perde um direito é que se sente falta dele. Por isso, trabalhador, abra seu olho. 
 
O caminho é pela esquerda, um retorno à direita seria desastroso!

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