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Volta às origens


20/12/2016 às 10:51
A coluna não quer incentivar isso, mas neste momento é preciso se pronunciar. A maioria dos trabalhadores não quer saber de se sindicalizar. Os patrões conseguiram convencê-los de que o Sindicato não tem validade. Isso, somando às bobagens que alguns dirigentes sindicais vem cometendo à frente das entidades, cria-se uma barreira muito grande para a atuação das entidades sindicais. 
 
Neste cenário, podemos chegar a duas conclusões. A primeira: é vamos ver se é mesmo intenção do patrão acabar com o sindicato. Afinal, isso está nas mãos deles, se acabarem com o imposto sindical, vão deixar todos os sindicatos no vermelho, o que pode fazer com que as entidades voltem à sua função de origem, depurando suas direções, tirando do sindicato quem quer fazer carreira com o dinheiro do trabalhador. 
 
A segunda é a posição dos trabalhadores, se querem ou não acabar com o sindicato. Se sentirem que é importante ter a representatividade, vão se voltar para o sindicato, tirando eles mesmos, as direções que não representam o interesse do trabalhador; ou se entenderem que não há essa necessidade, que deixem os sindicatos falirem. 
 
A coluna paga para ver. Afinal, o imposto sindical é uma prisão tanto para os dirigentes que acabaram minguando a luta do trabalhador e, por outro lado, se transformou em moeda de troca na mão da classe empresarial e do governo, que defende o capital. 
 
A luta pelo fim do imposto sindical não é nova. Os próprios dirigentes, aqueles comprometidos com a luta dos trabalhadores, sabem que esse recurso desmobiliza as categorias. A CUT foi criada tendo como uma das principais bandeiras para acabar com ele, e até hoje não conseguiu. Muitos dirigentes se perpetuam à frente das entidades, justamente para viver às custas desse recurso. 
 
Neste sentido, o momento, que parece sombrio para a classe trabalhadora, pode ter um lado positivo, pois permitirá que se faça esse corte, mostrando quais os sindicatos que realmente estão comprometidos com a luta e quais estão aí só para garantir a boa vida de seus dirigentes. Neste caso, há males que vem para o bem. 
 
É hora de a onça beber água!

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