Seculo

 

Cicloativista quebra clavícula após queda na ciclovia de Camburi, em Vitória


24/12/2016 às 17:44
Figura conhecida na luta por melhorias nas ciclovias da Grande Vitória, o professor e cicloativista Emmanuel Favre-Nicolin quebrou a clavícula após cair na ciclovia da Praia de Camburi, em Vitória, semana passada. Emmanuel, que pedalava em ritmo leve, atribui a queda à tinta, para ele inadequada, usada para revestir a ciclovia. “Foi que nem sabão”, recorda. O acidente está custando ao professor 45 dias sem mexer o braço direito, agora sustentando por uma tipóia.
 
O episódio joga luz sobre um dos principais problemas apontados por ciclistas e cicloativistas de Vitória: a sinalização precária da rede cicloviária da capital.  
Foto: Divulgação
Emmanuel conta que voltava do campus de Cariacica do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), onde é professor do Curso de Física, e ia para Jardim Camburi, onde mora. Chovera no dia e a pista ainda estava molhada. A bicicleta derrapou em uma pequena curva na altura do Quiosque Nº 6. 
 
“As pessoas estão em situação de perigo. Não avisá-las é uma falha grande”, adverte Emmanuel, que compartilha ideias e criticas sobre mobilidade e cicloativismo no blog Vitória Sustentável. Ciclista experiente, é daqueles faz longos e pedregosos circuitos montain bike, por exemplo. No entanto, mesmo acostumado a pedaladas de 80 Km/h, sucumbiu em Camburi a uma velocidade de 20 Km/h.
 
Ciclistas e cicloativistas sempre destacam a necessidade de melhorias na sinalização horizontal e vertical das ciclovias de Vitória. Para o professor, em caso de pista molhada em Camburi, uma solução poderia ser a interdição da ciclovia e a conseguinte implantação de faixa compartilhada temporária no calçadão.
 
Após o acidente, destaca, ele recebeu alguns relatos de quedas na ciclovia pelo mesmo motivo. Na postagem sobre o acidente que fez em seu perfil no Facebook, um dos seguidores comenta sobre um amigo que sofreu igual fratura na semana anterior. Emmanuel destaca também que, com pista molhada, ciclistas mais experientes preferem pedalar no calçadão do que enfrentar o risco da derrapagem. Mesmo sendo incorreto, é mais seguro.

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