Seculo

 

O ano da observação


31/12/2016 às 17:34

O ano de 2017 começa neste domingo com a posse dos novos prefeitos e os prefeitos reeleitos e os vereadores, eleitos em outubro passado. O ano que antecede a eleição de 2018 será de muita observação para quem começa o mandato, para quem saiu derrotado da disputa e para quem apoiou um dos lados. Com a possibilidade de a crise econômica e política perdurar durante todo o ano que começa, pode trazer mudanças nos projetos das lideranças do Estado.

Os principais holofotes vão ficar voltados para o governador Paulo Hartung (PDMB), que tenta mais uma vez confundir o mercado político sobre seu futuro eleitoral. Os principais interessados no movimento do governador são os senadores Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR), que disputam a reeleição em 2018. Com Hartung no páreo, a vida deles pode ficar mais complicada. O retrospecto do governador, porém, não garante que ele seguirá esse caminho, o que deixa o meio político em compasso de espera.

Outro foco das observações será o início de gestão dos quatro prefeitos eleitos na Grande Vitória e a marcação forte dos adversários deles que saíram derrotados na disputa do segundo turno, vão estudar com muita paciência os movimentos uns dos outros.

Para Luciano Rezende (PPS), Audifax Barcelos (Rede) e Juninho (PPS), prefeitos de Vitória, Serra e Cariacica, respectivamente, o desafio é maior. Eles começam o segundo mandato. Muita gente se desgasta nesta fase, perdendo força política. Mas pelo menos dois deles – Luciano e Audifax – têm pretensões de chegar ao governo do Estado no futuro e para isso vão ter de mostrar serviço, fazendo gestões bem melhores do que os primeiros quatro anos.

A onda da crise nacional pode ser excelente para o governador Paulo Hartung, mas os prefeitos não vão conseguir segurar esse discurso por mais um ano. Com a indisposição do governo do Estado em ajudar os municípios, a situação vai ficar ainda mais complicada para essas lideranças.

O desafio é grande, mas se considerarmos que o governador Paulo Hartung encerra em 2018 seu ciclo no Estado e com o espaço político de Renato Casagrande (PSB) diminuindo na planície, o caminho pode ficar mais fácil para novas lideranças que queiram avançar em novos desafios. O que não podem é abrir espaço para que os adversários derrotados possam cobrar, aí passam a ser vidraça e vidraça quebra com pedrada.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Crônica de uma eleição

Vagões do trem do governador Paulo Hartung estão acima da capacidade da locomotiva. Haja peso para carregar...

OPINIÃO
Editorial
Futuro interrompido
Onde estão os promotores, delegados, políticos e demais agentes públicos para berrarem em defesa da infância? Mortes no Heimaba são alarmantes e inadmissíveis!
Bruno Toledo
Em defesa dos defensores
Nunca antes foi tão necessário e urgente o fortalecimento da Defensoria Pública
Eliza Bartolozzi Ferreira
A greve é um direito
Prefeito de Vitória ignorou o direito dos professores e adotou medidas coercitivas contra a liberdade de expressão e de greve
JR Mignone
Nova rádio
Tudo modificado, tudo moderno na Rádio Globo
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Vitória já poderia ter identificado as fontes de emissão de pó preto

Regimento Interno da Câmara da Serra torna nulo pedido de empréstimo para a prefeitura

Audiência Pública debate políticas de enfrentamento às desigualdades raciais

Pulverizações com agrotóxicos continuam no entorno do Parque de Itaúnas

Mordaça na escola