Seculo

 

Grana pelo ralo


03/01/2017 às 11:28

Se um trabalhador paga 35 anos de contribuição previdenciária, ele vai desembolsar, considerando os reajustes de poupança de 0,68%, R$ 422,784,02. Considerando que a expectativa de vida após a aposentadoria é de cerca de 15 anos, em média, no Brasil, ele vai receber R$ 158,400,00 nesse período, deixando R$ 264.384,00.

E aí vem a pergunta: para onde está indo esse dinheiro? Se o governo diz que tem rombo na Previdência, é porque esse dinheiro está indo para algum ralo.

Essa conta foi feita a grosso modo e rodou nas redes sociais. Já a Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem ao seu dispor um instituto para fazer esse cálculo de forma mais apurada, que é o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Mas a Central prefere não mexer com isso. Está deixando as coisas acontecerem sem uma contestação qualificada, com base em dados estatísticos.

Se houvesse essa base de cálculo mais concreta, seria mais fácil mobilizar a classe trabalhadora a ir para a rua, lutar contra esse absurdo. A indignação do trabalhador com as medidas do governo já existe o que falta é a qualificação do argumento para que o trabalhador possa decidir sair às ruas.

O governo diz que há um rombo na previdência, mas quer penalizar o trabalhador para cobrir esse buraco, enquanto abastece seu jatinho com guloseimas cartas para o café durante a viagem. Isso sem falar no rio de dinheiro que o governo vem injetando nas telecomunicações ao mesmo tempo em que perdoa suas dívidas bilionárias com o País.

Por causa dessa inércia, de responsabilidade da CUT e das demais centrais, que não contrapunham as movimentações da direita, é que o trabalhador acabou servindo de massa de manobra para o apoio ao golpe. Agora, com a falta de ação das centrais em relação às garantias trabalhistas, o trabalhador não sabe bem o que fazer para reagir, porque seu instituto de representatividade não se coloca à frente do movimento para tentar barrar esses sucessivos golpes que estão sendo montados contra a população brasileira.

Não se faz mais militante como antigamente!

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Quem segura?

Depois da seca, a bonança. Hartung tirou o último mês do ano para liberar seu ''pacote de bondades'''

OPINIÃO
Editorial
Morta-viva
Enfim, cumpre-se o destino óbvio no País das relações promíscuas: a Samarco/Vale-BHP tem as primeiras licenças ambientais para voltar a operar
Piero Ruschi
INMA e Ruschi em rota (s) de colisão
Nomeação de diretor dá sequência ao processo de imoralidades e falta de transparência contra patrimônio deixado por Ruschi
Gustavo Bastos
A volta do shoegaze
Ressurgimento do shoegaze se deu, sobretudo, com o retorno oficial do My Bloody Valentine
Geraldo Hasse
Aprimorando a arte das panacéias
Proliferam nas ruas os vendedores de panos de prato a 10 reais por meia dúzia
JR Mignone
Gazeta AM 34
Pode-se definir essa emissora em três fases distintas nesses 34 anos de comunicação
Roberto Junquilho
O abono como estratégia política
Como hábil conhecedor do seu mister, Hartung vislumbra apenas a conjuntura de 2018
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Quem quer dinheiro?
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Redução de número de comissionados gera embate entre deputados na Assembleia

Questionamentos judiciais podem anular resultado da disputa ao comando do Crea-ES

Cesan e Cariacica negam responsabilidade sobre esgoto lançado na baía de Vitoria

Funcionário dos Correios é condenado por desviar encomendas do centro de triagem do aeroporto de Vitória

Projeto que garante abono aos servidores segue para sanção de Hartung