Seculo

 

Será?


10/01/2017 às 12:15

Já não é de hoje que se comenta nos bastidores da Asssembleia que o presidente Theodorico Ferraço (DEM) estaria muito preocupado com a possibilidade de suas movimentações na Casa virem a prejudicar as articulações do filho, o senador Ricardo Ferraço, que concentra suas forças para a eleição de 2018.

Mas toda a teoria criada para que Ferração saísse da disputa à presidência da Assembleia Legislativa tem um ar de subterfúgio. É que depois de tanta articulação para a aprovação da PEC que permite sua recondução, é estranho cogitar que ele simplesmente sai da disputa, deixando os aliados sem entender bem o motivo.

Boa parte dos deputados entende que somente Ferraço teria condições de oferecer a proteção que todos precisam para 2018, quando vão disputar a reeleição. Encontrar outro nome com o mesmo peso é difícil. Mesmo que Erick Musso (PMDB) seja um nome harmônico no plenário, a preferência seria por Ferração.

Apostar em um “se” – Se Hartung se desincompatibilizar para disputar o Senado e o César Colnago (PSB) deixar a vice para disputar a Câmara dos Deputados, Ferração assumiria o governo, atrapalhando a candidatura ao governo de Ricardo Ferraço –, é muito subjetivo para Theodorico Ferraço. Abrir mão do comando do poder, para ficar na expectativa de que uma série de coisas aconteça, sendo que elas podem não acontecer, seria muito exercício de futurologia.

A história de que ele vai se dedicar a ajudar no mandato de deputada federal da mulher, Norma Ayub (DEM) com seu conhecimento em Brasília é mais convincente. Este era um fator com o qual Ferraço já não contava mais, dois anos após a eleição, sem conseguir acomodar Norma em uma das quatro vagas da coligação que disputou a Câmara em 2014.

A eleição de Max Filho (PSDB) em Vila Velha abriu o caminho para que a demista assumisse a vaga, após a derrota na disputa pela prefeitura de Itapemirim, no sul do Estado, que era uma prioridade para Ferraço no ano passado. Esse fator teria feito com o que o presidente da Assembleia mudasse seus planos.

Fragmentos:

1 – Em dois anos de mandato, o deputado Sérgio Majeski (PSDB) conseguiu economizar mais de um milhão de reais em verbas do seu gabinete. Em vez de 18 funcionários, como permite o regimento. Ele tem apenas 10, o que garante uma economia de 39,92% na folha de pagamento. “O cuidado com o dinheiro público não é um favor, é uma obrigação!”, diz o tucano.

2 – A FSB, que faz a assessoria externa do governo do Estado, conseguiu emplacar na mídia nacional, o discurso do governador Paulo Hartung contra a violência nos presídios. Com a controversa história de ter registro de mortes em presídios em 2016.

3 – Em seu primeiro pronunciamento na Câmara de Vila Velha, a vereadora Patrícia Crizanto (PMB) alertou para a necessidade de a prefeitura identificar locais que ainda oferecem riscos de deslizamentos, no bairro Boa Vista, onde houve o deslizamento de uma grande pedra, no dia 1º de janeiro do ano passado.

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