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Reunião do Colégio de Líderes em clima de 'campanha eleitoral' na Assembleia


10/01/2017 às 18:05

Em primeiro plano, a reunião extraordinária do Colégio de Líderes da Assembleia, na tarde desta terça-feira (10), parece sem sentido, mas uma lupa no evento revela nas entrelinhas mais uma estratégia do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM). Para alguns parlamentares, o encontro serviu como um termômetro para Ferraço testar suas condições na disputa pela presidência da Casa, na eleição que acontece no próximo dia 2 de fevereiro.

O encontro acontece na mesma semana em que Ferraço sinaliza a possibilidade de não disputar a eleição e que o governador inicia o movimento de interlocução com os deputados sobre o processo de eleição da Mesa Diretora. Para os meios políticos, Ferraço estaria medindo as condições para buscar um novo mandato à frente da Casa.

Para os meios políticos, a movimentação de Ferraço, lançando possíveis justificativas para deixar a disputa à reeleição, seria uma forma de reforçar sua candidatura à eleição na Assembleia e diminuir a insegurança no pleito. Isso porque, um grupo de deputados tenta emplacar candidaturas alternativas à de Ferraço.

O presidente abriu o encontro falando sobre os 11.98% de reposição dos servidores, referentes aos planos econômicos da década de 1990, que serão pagos em breve. Uma discussão já superada no plenário sem novidades. Outro assunto interno trazido à mesa foi a distribuição de vagas de garagem na Casa, tema, que, aliás, não justificaria uma extraordinária.

Na presença de outros nomes cotados na disputa da presidência, como Rodrigo Coelho (PDT), Erick Musso (PMDB) e Dary Pagung (PRP), o presidente passou então ao assunto principal do encontro. Ele fez uma espécie de balanço de 2016. Apontou os fatores que levaram a Casa a um superávit de R$ 20 milhões - metade do que o governo do Estado apresentou como balanço do ano passado.

O clima foi de lamentações pela falta de atendimento do governo às demandas parlamentares para suas bases, o que abriu brecha para a “proposta de campanha” de Ferraço. O deputado estaria disposto a negociar com o governo uma compensação aos deputados. A maioria do plenário não teve suas emendas individuais de 2016 atendidas, o que deixou os parlamentares em maus lençóis com suas bases.

A proposta seria de utilizar cerca de R$ 15 milhões para ratear entre os deputados, atendendo as demandas parlamentares não contempladas pelo governador. Uma comissão de líderes será escolhida para conversar com o governador e negociar a aplicação dos recursos. Ao buscar o diálogo com o governo, o recado passado por Ferraço é de que ele é o nome em condições de fazer a mediação entre os deputados e o governador Paulo Hartung.

Participaram do encontro com Ferraço os deputados:  Enivaldo dos Anjos (PSD), Raquel Lessa (SD), Hércules Silveira, José Esmeraldo, Esmael de Almeida, Erick Musso e Luzia Toledo, todos do PMDB; os pedetistas Josias da Vitória e Rodrigo Coelho; os deputados do PRP, Almir Vieira e Dary Pagung; do PSB,  Freitas e Bruno Lamas, além de  Nunes (PT), Sérgio Majeski (PSDB), Janete de Sá (PMN), Rafael Favatto (PEN), Marcos Bruno (Rede) e Eliana Dadalto (PTC).

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