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Tudo se ajeita


04/07/2014 às 10:44

Neste sábado (5) termina o prazo para o registro de candidaturas para a eleição de outubro próximo. No domingo (6), já começa o período permitido para propaganda eleitoral. E como acontece em todos os anos eleitorais, as composições ficaram para a última hora. O cenário este ano teve uma diferença.

O ex-governador Paulo Hartung, lançou no ar a ideia de que poderia disputar a eleição, em abril, e acionou sua velha tática de lançar o mistério apostando na incerteza e na possibilidade de haver limpeza do campo, gerada pela sua indefinição.

Bom, isso não aconteceu. Os partidos que buscavam acordo com o governador Renato Casagrande se mantiveram ao seu lado e hoje isso tem duas leituras nos meios políticos. As lideranças acreditam que grande parte da classe política não está nem um pouco animada em ter outros oito anos de governo Paulo Hartung, com a recomposição do arranjo institucional que subjugou todas as lideranças a um regime de relação unilateral.

Por outro lado, há aqueles que defendem que em um momento de rejeição à classe política, Hartung quer o mínimo possível de partidos ao seu lado para não colar sua imagem à dos políticos tradicionais. Que coisa, não? O fato é que o palanque de Harutng foi o primeiro a se definir. A chapa se apresentou para a convenção completa, ficou uma foto bonita.

Casagrande na véspera do registro das candidaturas acerta os últimos ponteiros para ter Fabiano Contarato (PR) na disputa ao Senado, o vice, também deve ser definido hoje, talvez no intervalo do jogo do Brasil. O PT não terá o PDT por inteiro. O partido não quer a vice e talvez fique com a suplência do Senado, ou seja, não vai fechar na majoritária, vai apoiar, mesmo que não oficialmente o PMDB.

Até as 19 horas deste sábado, quando se fecharão as portas do cartório eleitoral e todo mundo ficará lá dentro fazendo ainda os arranjos de última hora, serão momentos de tensão. Muita coisa está fechada, mas nunca se sabe o que pode acontecer até lá.


Fragmentos:

1 – A coluna lembrou nessa quinta-feira da relação de César Colnago e Paulo Hartung, que remonta a meados dos anos de 1990, mas isso se refere apenas ao início da trajetória institucional dos dois. Na verdade, chama atenção um leitor, essa relação se dá desde os anos de 1970.

2 – Colnago faz parte de um grupo que  compunha a grande base do "partidão" na Ufes, e contava ainda com Antonio Claudino, Merly e Lauro Ferreira Pinto, a eles se uniram Anselmo Tosi, Ernesto Negris, Lelo Coimbra e outros. Na PUC do Rio de Janeiro, Luiz Paulo fazia o com as instâncias superiores do partido.

3 – O grupo entrou unido no antigo MDB e na política capixaba no inicio dos anos de 1980 e entre outras lideranças na Grande Vitória, elegeu Paulo Hartung deputado estadual.
 

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