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Enfraquecido, PT fica sem condições de se credenciar para o pós-Hartung


11/01/2017 às 13:45

Entre os nomes que já estiveram na lista de lideranças em condições de se credenciar para uma disputa futura ao governo do Estado, dois petistas já figuraram como nomes fortes: o ex-prefeito de Vitória, João Coser, e o deputado federal Helder Salomão. Mas o desgaste do partido, aliado a escolhas questionáveis dos dois, enfraquece a musculatura dos petistas para um voo mais alto, pelo menos, por enquanto.

Coser deve deixar ainda este mês a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano para reassumir o partido e comandar o processo de eleição interna da sigla. Ele tenta manter a hegemonia de seu grupo à frente do PT capixaba. Mas sua própria imagem hoje não agrega fôlego suficiente para a disputa de um cargo que exige alta capilaridade, como o governo do Estado.

O ex-prefeito de Vitória teve uma boa votação para a disputa ao Senado em 2014, 338.810 votos, sendo 43.344 na Capital, mas ficou com cerca de metade dos votos da vencedora da disputa, senadora Rose de Freitas (PMDB), que obteve 776.978, sendo 66.771 em Vitória.

Na disputa municipal do ano passado, Coser não participou da disputa a prefeito de Vitória, mesmo gozando ainda de uma boa musculatura política na Capital. Isso não seria suficiente para levá-lo a voos mais altos. Ainda que esse voo possa acontecer em um cenário futuro, sem o governador Paulo Hartung (PMDB) e seu principal desafeto político, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), um cenário que se projeto para 2022.

Outra liderança do PT que também se enfraqueceu e pode ficar fora da fila é o ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão. O petista chegou a ser cotado como o nome do partido em mais condições de comandar uma reconstrução política da imagem do PT no Estado, hoje está sem visibilidade em seu mandato em Brasília.

O fato de não ter disputado a eleição em Cariacica, não ter apoiado efetivamente nenhum nome para partilhar palanque, também o enfraquece. Além do fato não ter conseguido fazer de Lúcia Dornellas sua sucessora na prefeitura em 2012. Helder precisa conquistar sua reeleição à Câmara em 2018 e ter um mandato bem mais visível para tentar ganhar musculatura, se tiver planos mais ousados para o futuro.

A busca de espaços das lideranças petistas, porém, não depende apenas de suas capilaridades. Se o partido não conseguir melhorar sua imagem em nível nacional, seus atores políticos saem em desvantagens nos cenários estaduais.

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