Seculo


  • Lava Jato no ES

 

Guerra de nervos


11/02/2017 às 17:09

Informação, contra-informação, chantagem de um lado e de outro, a crise na segurança pública está sendo tratada como se fosse realmente uma guerra. Não é difícil, no movimento político, observar como o governador Paulo Hartung (PMDB) chama as lideranças para o jogo e estabelece um difícil e misterioso jogo de xadrez.

Uma a uma, as lideranças sentam à mesa e acabam sendo engolidas pelas jogada do governador. Até mesmo o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que acreditou ter feito uma jogada de mestre ao conseguir um acordo que obrigou o PMDB, e consequentemente Hartung, a apoiá-lo em 2010, na disputa de 2016, tomou um xeque-mate.

A crise na segurança causou um sério estrago à imagem ilibada do governador Paulo Hartung. Mas nunca é prudente decretar sua morte política. Ele tem a capacidade de reverter situações inimagináveis a seu favor. Isso tem se repetido ao longo dos últimos anos. Em nível nacional, Hartung já vem conseguindo se transformar em vítima da situação separando os vilões (a PM) dos mocinhos (o governo), que lutam para salvar a população da "chantagem" impostas pelos motinados.

Seu “ajuste fiscal” tem sido defendido pelos formadores de opinião aliados. Se antes a imprensa corporativa se limitava ao Espírito Santo, agora parece estar ampliada nacionalmente. Isso garantiu tranquilidade nos oito anos de Hartung no Estado e deve amenizar a crise em nível nacional.

Até porque ninguém questiona o fato de Hartung ter comemorado tanto o "superavitizinho" de R$ 40 milhões e agora repetir que não pode dar aumento porque o Estado está em crise. A situação é grave, mas, mesmo assim Hartung já achou um jeito de minimizar estragos. Coloca sua tropa de choque para fazer apelo emocionado pelo retorno dos policiais, ameaça punições pesadas aos policiais e mais uma vez se fecha para a negociação.

Todo mundo conhece a prática de não criar gastos permanentes do governador, fez isso nos seus dois governo anteriores, transformou os vencimentos em subsídios para dar volume aos valores e não recebe servidor para negociar. Pode vir a pagar o preço por isso, mas, enquanto tiver aparelhos midiáticos para reverter a o prejuízo em ganho, seguirá sobrevivendo.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Tem, sim!

Não escapou Hartung nem Baianinho dos protestos de desta sexta-feira no Estado

OPINIÃO
Editorial
A PM sendo PM
Depois de estarem do “outro lado do balcão, policiais militares voltam a recorrer à violência para reprimir greve geral dos trabalhadores no ES
Piero Ruschi
O desmanche do Museu Mello Leitão
Um ato de desrespeito à população que foi camuflado e conta com o apoio da própria diretoria e sua associação de amigos
Renata Oliveira
Bancada na berlinda
A votação sobre a reforma trabalhista pode condenar metade da bancada capixaba, mas deputados parecem confiar na dialética
Nerter Samora
Uma nova República
Prestes a ser aprovada, a lei sobre abuso de autoridade é um bem necessário para esse ''novo Brasil''
Geraldo Hasse
Os apuros do rei da petroquímica
A ascensão da Braskem faz lembrar o ditado: tudo que sobe rápido demais, desce ligeirinho
Lídia Caldas
Como ter um coração saudável?
Curioso que algumas coisas que hoje são heresias amanhã podem se tornar dogmas
BLOGS
Blog do Phil

Phil Palma

Um homem nu.
Flânerie

Manuela Neves

Nenna, em transição
Panorama Atual

Roberto Junquilho

A Odebrecht quebrou a "Omertá", e agora?
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Nossa Terra, nossa gente
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Governador vira alvo nos protesto dos servidores públicos

Greve Geral: manifestações pacíficas são dispersadas com violência pela Polícia Militar

Delações da Odebrecht mudam expectativas de composições eleitorais para 2018

Givaldo critica Hartung, Lelo e Ana Paula Vescovi em protesto contra Reforma Trabalhista

STF decide que terreno de marinha em ilha com sede de município é da União