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Deputados pedem retratação ao Executivo por criticar iniciativa da Assembleia em mediar crise na segurança


13/02/2017 às 17:05

No retorno às atividades na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (13), não faltaram discursos sobre a grave crise na segurança pública do Espírito Santo e críticas à atitude do governo do Estado no debate. Um grupo de deputados abriu o debate cobrando respeito pelo Legislativo estadual.

O deputado Euclério Sampaio (PDT) foi quem puxou o debate. Ele afirmou que o governo tenta jogar a incompetência na mediação do tema na Assembleia e que o governo foi infeliz ao dizer que houve "reuniões às escondidas" na Assembleia.

O discurso mais esperado era o do deputado Josias Da Vitória (PDT), que foi alvo de ataques nas redes sociais por causa do movimento dos policiais. O deputado também fez um duro discurso direcionado ao Executivo. Ele lembrou que a situação da Polícia Militar já vinha sendo conversada com o governo. Que no ano passado, em reunião da Comissão de Segurança da Assembleia, com a presença do secretário de Segurança André Garcia, o assunto foi debatido.

“Não venha me acusar de oportunismo ou leniência. Oportunista é quem quer jogar a culpa para a Assembleia”, disse Da Vitória, que provocou dizendo: "Quiseram esticar a corda. Deveriam dar menos atenção à publicidade”.

Sobre acusação de que a Casa e os deputados estavam fazendo reuniões às escondidas, disse que se reuniu com o governador em exercício César Colnago (PSDB). Que ligou várias vezes para o secretário da Casa Civil Zé Carlinhos da Fonseca Júnior, e da Segurança, André Garcia, mas que não foi atendido. Da Vitória disse ainda que houve encontro, sim, na Associação de Cabos e Soldados, assim como a senadora Rose de Freitas (PMDB) que recebeu as mulheres do movimento ao lado do prefeito de São Mateus, Daniel da Açaí (PSDB) e que nenhum desses encontros foi às escondidas. Ele ainda questionou o direito de parlamentar de se reunir com os grupos que desejar.

O deputado Sérgio Majeski (PSDB) saiu em defesa da iniciativa da Assembleia de buscar uma mediação do conflito. Ele lembrou que a reunião dos deputados com as mulheres dos militares, que aconteceu na teça-feira (7) teve a participação de 21 deputados estaduais, e aconteceu na presidência da Casa, com a presença da imprensa.

Além disso, reagiu o deputado, faz parte de sua atribuição a reunião com a sociedade e que o governo do Estado não tem a prerrogativa de dizer com quem os deputados podem conversar ou não. “Isso aqui é um Poder. O governo quer encontrar um bode expiatório para justificar sua incompetência”, disparou Majeski.

O segundo secretário da Mesa Diretora, Enivaldo dos Anjos (PSD), disse que não ficou explícito que a fala do governador Paulo Hartung foi dirigida à Assembleia. A fala de Enivaldo, foi discutida pelo deputado Freitas (PSB), que pediu que isso seja posto em pratos limpos, já que “a sociedade não está entendo com a mesma clareza que o deputado Enivaldo”, disse.

Freitas, assim como outros deputados do interior do Estado, cobrou a distribuição mais igualitárias das Forças Nacionais, que estariam mais concentradas na Grande Vitória. O deputado Padre Honório (PT) falou da falta de policiamento em Nova Venécia e que não conseguiu contato com a cúpula do governo para buscar apoio. No fim de semana, uma mãe levou o caixão do filho para a porta do batalhão do município.




 

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Comentários

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OPINIÃO
Renata Oliveira
Mau negócio
Quando Casagrande e Hartung passam a polarizar o cenário, a política capixaba deixa de ser interessante para a Odebrencht
Geraldo Hasse
O despudor do poder
O marqueteiro-mór pagou multa de R$ 30 milhões à Justiça, deu depoimento e saiu rindo
Lídia Caldas
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