Seculo

 

Responsabilidade fiscal de Hartung compromete a responsabilidade social


15/02/2017 às 12:34

O prometido paraíso fiscal levou o Espírito Santo a viver dias de inferno social. A avaliação é do colunista da Folha de S. Paulo, Elio Gaspari. Ele aponta que o excesso de zelo do governador  Paulo Hartung (PMDB) em cumprir a lei de responsabilidade fiscal mostra a necessidade de se criar uma “lei de responsabilidade social”.

Para Gaspari, se fosse criada a tal lei, os governadores seriam punidos quando criassem situações caóticas, como a vivida nos últimos dias no Espírito Santo. Sem a polícia na rua, a criminalidade explodiu, deixando a população presa em casa por mais de uma semana, tirando os ônibus de circulação e causando um prejuízo gigantesco para a economia capixaba, que deve chegar a R$ 500 milhões. Além dos assaltos ao comércio, por exemplo, o cancelamento da Vitória Stone Fair.

O governador foca sua gestão na economia, mas ela também depende do equilíbrio social. Desde o início da crise, o governo tem sustentado o discurso de que não tem como atender a demanda da categoria por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Caso atenda os interesses da Polícia Militar, pode ter de enfrentar uma bola de neve no funcionalismo público, o que colocaria em risco a imagem que ele vem vendendo para o Brasil de que o Estado tem sido um exemplo de gestão. Hartung vem repetindo que o Estado tem pagado os salários em dia, aproveitado a crise financeira que tem se instalado nas regiões vizinhas.

Ao pedir auxílio da Força Nacional de Segurança e do Exército, segundo Gaspari, o governador usou de um expediente comum dos gestores, que depois de esticar muito a corda, encontram-se encurralados pela crise que eles mesmos criaram. No governo do Estado há dez anos, como destaca o colunista, Hartung trabalhou duro pelo saneamento fiscal, mas cometeu o mesmo erro de outros governantes Brasil afora que não souberam entender as demandas sociais.

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