Seculo

 

Explosão de homicídios não é novidade nos governos de Hartung


15/02/2017 às 18:09
A explosão no número de homicídios no mês de fevereiro, por causa da paralisação no policiamento ostensivo há 12 dias pelo movimento dos familiares dos policiais militares, expõe uma realidade que o Estado vivia até bem pouco tempo. No penúltimo ano (2009) do segundo mandato do governador Paulo Hartung (PMDB), com Rodney Miranda à frente da Segurança e André Garcia como sub-secretário, o Estado bateu, naquele mês de fevereiro, com a PM nas ruas, o recorde histórico de homicídios no mesmo mês: 210. 

Do dia 4 de fevereiro, primeiro dia da greve da PM, até esta terça-feira (14) foram registrados 145 homicídios no Estado, o que representa uma média de mais de 12 aasassinatos por dia desde o início da crise na segurança, ou seja, números de guerra civil. A média sangrenta de fevereiro de 2009 foi de sete homicídios/dia, dois a mais do que os cinco registrados nessa segunda-feira (13).

Estas mortes violentas ocorrem, geralmente, nas regiões periféricas e em municípios que já têm um histórico de violência, que foi exacerbada pela falta do policiamento. Esse mesmo governo já conviveu com índices mais altos de homicídio, atingindo números alarmantes, e com a mesma equipe. Naquele mesmo ano, 2009, o Estado também chegou ao número recorde de 2034 assassinatos em um ano.

Os locais em que os homicídios ocorrem também mostra que a violência permanece nas áreas que historicamente são mais violentas. As mortes durante a crise na segurança ocorreram em maior número em municípios que já lideram os rankings de homicídios – Serra, Vila Velha, Cariacica e Vitória – além de São Mateus e Linhares, no norte do Estado; Colatina e Nova Venécia, no noroeste.

A queda na velocidade dos homicídios aconteceu quando o policiamento voltou, mesmo que precariamente.

O ponto fora da curva dessa onda de homicídios, que vai mexer com as estatísticas do Estado, é Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. O município foi pioneiro na implementação da Guarda Municipal e conseguiu reduzir os homicídios em um tempo em que eles estavam em ascensão em todo o Estado. Mesmo sendo um município populoso, próximo ao Rio de Janeiro, Cachoeiro mantém índices muito abaixo do que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Nesta crise de segurança, o município não registrou um homicídio sequer, embora tenha feito manchetes por conta dos saques ocorridos no Centro da cidade. O reforço do Exército e da Força Nacional de Segurança (FNS) chegou tardiamente ao município, depois de muitos pedidos, e, ainda assim, não houve violência letal.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Só 'nas internas'

Eis que, no apagar das luzes da eleição da Amunes, os holofotes se voltam para José Eugênio Vieira...

OPINIÃO
Renata Oliveira
Tempos de incerteza
A classe política hoje tem pouca condição de vislumbrar o cenário político de 2018
Geraldo Hasse
O PT descendo a rampa
Por que o partido dos trabalhadores não volta à trilha da autossuficiência financeira?
Lídia Caldas
Mitos e verdades sobre a água
Quando pensamos na água precisamos refletir que ela é essencial para o sistema cardiovascular e respiratório
BLOGS
Blog do Phil

Phil Palma

pelas beiras!
Flânerie

Manuela Neves

Carmélia, um pouco mais dela
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Deputado vai propor CPI para apurar crime da Samarco
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Entre sustos e suspresas
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Epílogo de verão: lixo jogado nas areias das praias já chega nos estômagos de animais e até dos humanos

'Sair do governo agora para esperar o que vai acontecer, talvez não seja o melhor caminho'

Deputados federais já se movimentam para processo eleitoral de 2018

Novos servidores vão receber incentivos financeiros após aposentadoria

Tempos de incerteza