Seculo

 

Base de Casagrande não tem força para se colocar no debate da segurança


16/02/2017 às 10:59

Quando deixou o governo do Estado, Renato Casagrande (PSB) lançou o livro “Estado Presente”, um registro das ações desenvolvidas em seu governo, sob o comando do secretário de Segurança, André Garcia, que acabou permanecendo na pasta, já no governo Paulo Hartung (PMDB). A ideia de colocar a segurança como uma marca do governo socialista, porém, não parece tê-lo credenciado para o debate em meio à crise aguda pela qual passa o Estado nesta área.

Politicamente, o caos gerado pelo movimento das mulheres de policiais militares no Estado, deveria abrir um espaço para que o ex-governador pudesse debater o tema, defendendo sua marca de governo, o que não aconteceu. Na Assembleia, a base socialista não tem conseguido – e nem tentado – introduzir a política de segurança implementada pelo ex-governador no debate. os deputados do partido, Freitas e Bruno Lamas tem se concentrado nas demandas de suas bases por mais policiamento e uma crítica suave à postura do governo atual diante da crise.

Alguns aliados de Casagrande tentam trazer o debate à tona pelas redes sociais, mas de forma tímida. O próprio ex-governador tem evitado endurecer o debate nesse espaço. No domingo, dia 5 de fevereiro, o ex-governador falou sobre o assunto.

“Resultados nas áreas sociais exigem continuidade dos investimentos. Quando governei o Espírito Santo, implantei um modelo que aliou responsabilidade fiscal e social. Na área de segurança pública, investimos em infraestrutura, tecnologia e pessoal; implementamos muitas ações e alcançamos bons resultados. Pela primeira vez na história, o ES teve um programa de enfrentamento à criminalidade – o Estado Presente”, disse.

Casagrande ainda criticou a postura de seu sucessor. “O governo atual segue outro caminho, outro modelo de governar, mas a situação de insegurança sem controle que vivenciamos nessas ultimas horas mostra a necessidade de retomar investimentos nas áreas sociais, dialogar para buscar caminhos que dê tranquilidade a população capixaba e muita responsabilidade de todos envolvidos”, disse.

Desde então o ex-governador tem buscado publicar mensagens que propaguem a paz. Ele também participou da caminhada do último domingo (12), na orla de Camburi, mas afastado de seu principal aliado, o prefeito de Vitória, que preferiu a companhia da família no evento. Rezende poderia ser um instrumento de introdução de Casagrande no debate, mas também parece estar preparando um voo político solo, diante do desgaste do governador Paulo Hartung.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Crônica de uma eleição

Vagões do trem do governador Paulo Hartung estão acima da capacidade da locomotiva. Haja peso para carregar...

OPINIÃO
Editorial
Futuro interrompido
Onde estão os promotores, delegados, políticos e demais agentes públicos para berrarem em defesa da infância? Mortes no Heimaba são alarmantes e inadmissíveis!
JR Mignone
Nova rádio
Tudo modificado, tudo moderno na Rádio Globo
Roberto Junquilho
Para onde ir?
A crítica vazia e sem fundamento à classe política coloca em risco a democracia
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Flic-ES: 'As livrarias não vendem obras capixabas'

Vitória já poderia ter identificado as fontes de emissão de pó preto

'Pensar a educação como a preparação do corpo para sentir, aprender e sonhar'

Webdoc Corpo Flor reflete sobre negritude e sexualidade