Seculo

 

O açúcar em sua vida


16/02/2017 às 13:34
Às vezes pensamos que todo o açúcar que comemos no dia seja aquele que compramos e que aparece sobre a nossa mesa. Ledo engano. Este é o tropeço da maioria das pessoas.
 
Confira nos rótulos daquilo que você compra industrializado e veja as diferentes formas apresentadas pelo açúcar em sua alimentação: sacarose, frutose, glicose, dextrose, lactose, maltose, açúcar refinado, açúcar mascavo, açúcar de cana, suco de fruta concentrado, açúcar de confeiteiro, maltodextrina, xarope de milho, mel, melaço, só para ficar nos mais comuns.
 
Todas essas formas de açúcar vão entrar em seu sistema sanguíneo como glicose, que é transformada em energia para mover seu corpo. Ou seja, é o combustível que vai tocar o motor de seu corpo. Mas, sabe aquela “pochete” que começa a aparecer na cintura? É reserva de energia. Isso mesmo: a glicose que entra e não é absorvida pelas células para ser queimada acaba armazenada em forma de gordura.
 
Um pouco hoje, um pouco amanhã, e quando você percebe a calça já aumentou de número, aquela blusa já não entra mais, o cinto avança mais um furo, a escada já se parece grande demais.
 
Existe uma coisa que você precisa saber que é o índice glicêmico dos alimentos. Em simples palavras, o índice glicêmico é a velocidade de elevação dos níveis de glicose na corrente sanguínea ao ingerir os alimentos. E se o alimento consumido for de alto índice glicêmico, fazemos com que ocorra o pico glicêmico, que ocorre quando ingerimos os chamados carboidratos simples: pão branco, trigo, refrigerantes, sucos de caixinha ou mesmo naturais (com açúcar), pizzas.
 
Quando isso ocorre, o organismo libera uma dose extra de insulina e logo os níveis de açúcar descem muito rápido e trazem a fome de volta, criando um círculo vicioso, que, a médio e longo prazos, trarão consequências mais graves, como excesso de peso e até mesmo o diabetes.
 
Cada alimento apresenta um índice glicêmico diferente. Quanto menor o índice glicêmico, melhor para a saúde. Devemos buscar escolher sempre alimentos de menor índice glicêmico e maior valor nutritivo.
 
Uma dica importante quanto a isso é escolher alimentos que mantenham o equilíbrio entre a oferta de carboidratos e proteínas e contenham no mínimo 3g de fibras por porção. Pode parecer complicado, não é mesmo? Mas é questão de informação.
 
Podemos citar como exemplo de alimentos com baixo índice glicêmico o pepino, a maçã, repolho, tomate, amendoim e castanhas em geral, lentilhas, e folhas em geral. Alimentos com índice glicêmico intermediário nós podemos citar o inhame, batata-doce, aveia, pão de centeio, suco natural (sem açúcar), milho. Esses alimentos já fazem com que nosso corpo necessite de um pouco mais de insulina para absorção.
 
Aqueles alimentos que possuem índice glicêmico alto, já provocam uma reação maior de insulina. Quanto mais alto o índice glicêmico, mais insulina para combater o excesso de açúcar. Estão nesse grupo todos os pães, biscoitos, bolos não integrais, refrigerantes, mesmo algumas frutas e os doces em geral.
 
Esta informação vale ouro: o cromo é um mineral importante para atuar na regulagem do açúcar no sangue. Ele está presente em alimentos como levedo de cerveja, carnes como frango e fígado, ovos, ostras, grãos integrais, gérmen de trigo, queijo, pimentão verde, banana, espinagre e pimenta do reino. Uma boa dica, é usar algum suplemento com boa dose de cromo.
 
Se o seu objetivo é reduzir aqueles quilinhos a mais, vai precisar repensar sua rotina alimentar e seu estilo de vida. Se você quer emagrecer, mas não quer mudar de hábitos, vai acabar usando métodos que trarão consequências danosas para sua saúde.
 
Emagrecimento saudável é o resultado de uma redução na ingestão de calorias, sem implicar em reduzir nutrientes (se isso acontece, você acaba adoecendo), e aumento no gasto calórico. Simples assim.
 
Em épocas festivas, quando as pessoas recebem amigos e parentes, ou mesmo saem muito de casa para comer fora, bate sempre aquela angústia de como não ser antissocial e ao mesmo tempo manter o equilíbrio.
 
Por isso, na próxima semana eu vou te dar 12 dicas poderosas para você comer fora de casa e não engordar.

Lídia Caldas é nutricionista pela Faculdade Católica de Vitória, especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho (RJ) e gestora de Unidade de Alimentação e Nutrição. Fale com a Nutri: lidiarncaldas@gmail.com

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