Seculo

 

Lição de casa


16/02/2017 às 18:50
Alvo de tiroteio na imprensa nacional devido à crise na Segurança Pública, o governador Paulo Hartung (PMDB) escalou sua equipe para rebater as críticas à sua gestão. No Estado, a missão coube ao secretário de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, em artigo publicado em A Gazeta. Sem dúvida, uma tentativa de rebater a coluna dessa quarta-feira (15) do jornalista Elio Gaspari, publicada na Folha de S. Paulo, sobre responsabilidade fiscal versus responsabilidade social, replicada em vários outros espaços. Já em nível nacional, coube à secretária de Comunicação, Andrea Lopes, assinar artigo em O Globo. Nos dois casos, insistem nas mesmas teses propagadas pelo governador, já tão contestadas, inclusive pela própria imprensa, e que não parecem surtir qualquer efeito a essa altura do campeonato. Após 12 dias do caos, a população não aguenta mais justificativas, espera soluções. Afinal, a “greve branca” ainda não acabou, apesar de todas as ameaças do governo aos policiais e a seus familiares. Interessante nessa história: aparece Julio Pompeu, aparece até Andréia Lopes...só não aparece o principal, Paulo Hartung. Nem em artigo, nem ao vivo. Hartung reassumiu mesmo o governo do Estado?
Linha de frente
Nessa crise, espera-se posicionamentos nessa linha de ajuste fiscal, salário de PM e etc., do próprio governador; do vice-governador César Colnago (PSDB), que estava no cargo durante a licença médica de Hartung; e do secretário de Estado de Segurança, André Garcia.
Ruídos
Júlio Pompeu até passa (intermediou as negociações com o movimento), mas a secretária de Comunicação, nem tanto. A não ser que o assunto fosse outro: por que o governo se comunica tão mal em meio a esse caos? 
Grand finale
Palpite do mercado político é que o governador está esperando o desfecho da crise para, aí sim, subir no palanque e vender seu peixe. Tem quem compre ainda?
Então...
O governo do Estado insinuou tanto que a lista dos mortos do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol) não era confiável, porque a entidade está insatisfeita com a atual gestão, que acabou pagando a língua. O Sindipol calculou 145 mortos, o governo, que só esta semana resolveu apresentar o nome das vítimas, chegou ao total de 143.
Falou, falou...
E não é que o deputado estadual Amaro Neto (SD) resolveu se pronunciar sobre a crise na segurança pública? Fez uma crítica ou outra aos dois lados, mas nada muito incisivo. Depois de tanto tempo, ainda ficou em cima do muro.
Direto e reto
O PM Chico Siqueira (PHS) chegou chegando à Câmara de Vila Velha. Depois de dizer que não é covarde e nem omisso, chamou de incompetentes os secretários estaduais de Segurança e de Direitos Humanos. “Como dialogar e negociar um acordo com interlocutores que usam a imprensa para ficar criticando os policiais e para colocar a sociedade contra a PM? Eles não sabem conversar”. 
Dormiu no ponto
O ex-governador Renato Casagrande demorou seis dias para se posicionar nas redes sociais sobre o aviso do cancelamento da Feira Internacional do Mámore e Granito - Vitoria Stone Fair, que seria realizada nesta semana (14 a 17) na Serra. O motivo, como se sabe, foi o caos na segurança.
De vento em popa
Nos bastidores, corre a informação que o deputado federal Marcus Vicente (PP), com a influência que tem na Caixa Econômica Federal (CEF), arrumou aquele patrocínio esperto para o futebol capixaba. E tome campeonato?
Nas redes
“Cobramos do Governo envio de tropas do Exército também para as periferias e cidades onde o índice de homicídios está alto, como Serra e Cariacica”. (Deputado e estadual Da Vitória – PDT – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Na política é difícil distinguir os homens capazes, dos homens capazes de tudo”. Henri Béraud

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Comentários

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SOCIOECONÔMICAS
Precipitou-se

Com um olho em 2018 e outro em 2020, Luciano Rezende antecipou o processo eleitoral, mas esqueceu a Lava Jato. Aí mora o problema.

OPINIÃO
Renata Oliveira
Bicho-papão
O ajuste fiscal de Paulo Hartung precisa do exemplo do Rio de Janeiro tanto para cortar quanto para supervalorizar a liberação de recursos
JR Mignone
Qual rádio ouviria hoje?
Sinceramente, não saberia explicar que tipo de rádio eu ouviria hoje, isto é, que me motivaria a ligar o botão para ouvi-la: uma de notícia ou uma só de música selecionada
Caetano Roque
Pressão neles
O movimento sindical deve conscientizar o trabalhador sobre quem estará na disputa do próximo ano contra ele
Geraldo Hasse
A doença da intolerância
Ela está nos estádios, nos governos, nas igrejas, nos parlamentos, nas ruas, nos tribunais
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