Seculo

 

Mude de vida


28/02/2017 às 13:35
Tentemos somar quantos indivíduos existem com problemas de obesidade e que estão também endividados? Quantos estão endividados como Pessoa Física e também como Pessoa Jurídica? Quantos pais que possuem filhos endividados assim como eles próprios?
 
Os pontos convergentes para estas realidades somadas, vão desde a compulsão, desorganização, indisciplina, ao padrão de repetição, até a falta de cuidado e o desrespeito no uso do dinheiro e de seus recursos financeiros.
 
Os pais passam para os filhos os seus hábitos e comportamentos, assim como os indivíduos passam  para suas empresas “o seu jeito de ser e de agir”, imprimindo a sua marca pessoal ao negócio.
 
Somos o produto desse jeito construído de ser, produzidos através da educação familiar, das oportunidades, do conhecimento, das escolhas e práticas que adotamos.  Então, não dá para ser diferente em ambientes diferentes.
 
Ao fazer a reeducação alimentar num paciente com obesidade, outras áreas de sua vida também melhoram, inclusive a financeira. Como? A reeducação alimentar pressupõem a adoção de estratégias aplicáveis também ao tratamento do endividamento: Diagnóstico - conhecendo o seu peso atual, fazendo a contagem do quê e quanto ingere diariamente, Planejamento  - estimando o quanto deve ingerir e como deve gastar; controlando assim as calorias ingeridas versus as calorias gastas, mudando comportamentos e adotando novos hábitos de consumo para alcançar a meta estabelecida.
 
Quando um indivíduo é tratado do endividamento; ou seja, do seu padrão de comportamento de  consumo, naturalmente ocorrem mudanças também em seu meio familiar e social. Nessas situações estão os casos de filhos (incluindo as crianças e adolescentes) que, ao receberem educação financeira na escola, por exemplo, levam para a sua família esses novos conhecimentos e práticas, passando a refletirem antes de consumirem e a multiplicarem isso em seu meio, promovendo daí a mudança nos outros membros.
 
Ao tratar a pessoa física endividada, com foco para a promoção da mudança em seu comportamento de consumo, acaba por atingir também a pessoa jurídica, considerando que os indivíduos que se organizam e que modificam a sua forma de pensar e agir frente às suas finanças pessoais e ao consumo, também modificam estas práticas na pessoa jurídica, porque afinal “pau que dá em Chico, dá em Francisco” e mudando um, o outro muda por consequência.
 
Resumindo: é preciso pensar na saúde integral: corpo, mente, alma ... e bolso.
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,  educadora financeira, palestrante, consultora, colunista do jornal eletrônico www.seculodiario.com https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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