Seculo

 

Agora é assim


11/03/2017 às 16:47

Na última quinta-feira (9), o governador fez um discurso emocionado na posse dos novos membros de sua equipe, destacando o coletivo. Se dizendo contra bajulação e ressaltando que o projeto político em prática no Estado não é personalista, Hartung fala isso, mas age de maneira diferente. Basta ver seus movimentos na Assembleia desde o início desta gestão.

Se não presa os bajuladores, por que apenas os deputados que agradecem ao governador Paulo Hartung até pelas variações climáticas são beneficiados com atendimento de emendas, indicações de obras e serviços? Já Sérgio Majeski (PSDB), que faz críticas bem interessantes sobre a política educacional do Estado e que muito poderia somar ao projeto do governo, perdeu todos os espaços na Assembleia.

Josias da Vitória (PDT) que tentou mediar acordo entre as mulheres dos policiais militares e o governo, foi criticado pelo Palácio, que estendeu a toda a Assembleia o pito por ter se metido onde não era chamado. Theodorico Ferraço (DEM), que sempre atendeu os interesses palacianos na Casa, mas no momento em que acreditava oportuno e não na urgência de sempre do governo, foi tirado da presidência dentro de uma manobra com o incentivo palaciano.

Então, como assim o governador não gosta de bajuladores? E pelo jeito não é só ele. A irritação do líder do governo Gildevan Fernandes (PMDB) e do presidente da Assembleia, Erick Musso (PMDB), com Majeski mostram que ser contrariado é uma coisa que não faz parte do manual de regras de Hartung. Isso vale até para alguns assessores do governo, que não admitem que seus assessorados sejam questionados pela imprensa.

Assim como o governo gosta que a Assembleia diga sempre amém, também entende que os demais poderes, as entidades, a classe empresarial e a imprensa também digam. O projeto de Hartung é bom, porque ele disse que é, e quem não concorda que se cale.

A convicção do grupo do governador de que tudo que for pedido será feito é tanta, que não esperava que um deputado estadual pudesse questioná-lo. Não esperava que uma categoria de servidores públicos fosse parar o Estado e não esperava que parte da população começasse a duvidar que ele seja tão perfeito como afirma.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Choque

Como diz o ditado, dois bicudos não se beijam. É isso mesmo, Fabrício Gandini?

OPINIÃO
Editorial
Política de encarceramento
Não adianta construir novos presídios. É preciso investir em políticas públicas que sejam capazes de prevenir a criminalidade
Renata Oliveira
Fica, gente!
Hartung tem se esforçado para manter ao seu lado os três grandes partidos do Estado: PT, PSDB e PDT
Ivana Medeiros Zon
Mude de vida
Pensar na influência do comportamento e dos hábitos individuais, incluindo os de consumo, vai muito além do que podemos imaginar.
Nerter Samora
Um novo Ministério Público
Renovação no quadro de procuradores de Justiça é oportunidade para novos grupos politicos
JR Mignone
A volta da reza
Em 2013 escrevi sobre o ''Poder da Reza''. Hoje volto com ela, pois rezar, orar, falar com Deus, meditar, seja como for, nunca é demais
Caetano Roque
Briga desleal
Com a mídia na mão, o capital consegue fazer com que o cidadão acredite nas mentiras que eles querem
BLOGS
Blog do Phil

Phil Palma

pelas beiras!
Flânerie

Manuela Neves

Carmélia, um pouco mais dela
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Deputado vai propor CPI para apurar crime da Samarco
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Entre sustos e suspresas
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Choque

Ferraço afirma que contrato de antecipação de royalties foi 'malfeito'

Presos do semiaberto vão trabalhar em obras e serviços públicos da Prefeitura de Colatina

Dúvida sobre relator do Caso Alexandre pode adiar julgamento de recurso no TJES

Da Vitória faz discurso apaziguador, mas mantém posição independente na Assembleia