Seculo

 

Tão diferentes, tão iguais


13/03/2017 às 13:27
O PT e o PSDB, de lados opostos politicamente, passam por um processo parecido internamente. Os dois partidos estão realizando suas eleições municipais na busca de organização para preparar o projeto políticos do próximo ano, mas as movimentações internas são diferentes. Um tem uma disputa mais política e o outro, mais pragmática.
 
No PT, a disputa dos grupos é transpassada pelo movimento lulista, Muda PT, que busca preparar o caminho para uma eventual candidatura de Lula à presidência em 2018. Isso, mais as insatisfações da base com a aproximação entre o grupo majoritário com o governador Paulo Hartung (PMDB), pressiona o pleito. Mas ainda garante uma hegemonia do grupo, se houver a composição entre o deputado estadual Nunes e o ex-prefeito de Vitória João Coser.
 
Essa pressão é norteada pelo questionamento da classe política: o que mais o PT precisa perder para entender que não está sendo beneficiado como partido com a aliança com Hartung. O PT se movimenta de olho na aproximação de Hartung com o PSDB, o que parece ser a única situação que dificulta a aliança. Mesmo assim, a política personalista do governador atrai Coser, deixando a discussão partidária em segundo plano.
 
No caso do PSDB, a discussão é pragmática. De olho nas planilhas de desempenho da eleição de 2016, o partido tem promovido uma limpa, com intervenção em vários municípios. O partido que é gerido com rédea curta por Aécio Neves, quer melhorar seu desempenho no Estado e, para isso, cobra resultados.
 
Mais uma vez o cenário estadual mexe com os nervos nesse debate. Embora grande parte da base seja favorável ao rompimento com o governador Paulo Hartung, o vice-governador César Colnago tenta manter o ninho a serviço das estratégias palacianas, mas tem encontrado muita resistência para fazer o jogo. A falta de prestígio dos tucanos no governo e a aproximação de Hartung com o PT é outro complicador da aliança de do governo com o PSDB.
 
Nos dois casos temos interesses diferentes entre algumas lideranças e as militâncias. Os dois partidos se movimentam de olho no posicionamento de Hartung para com um e para com o outro. Mas para Hartung nada disso tem importância. Ele não dialoga com partidos e sim com atores políticos. Por isso, a discussão é truncada e todo esse trabalho de planejamento dos partidos por não garantir uma aliança nos pressupostos partidários. O jeito é esperar as articulações das nacionais e as ordens para tentar garantir o mínimo de independência e estratégia política.

Fragmentos:


1 – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) participa na noite desta segunda-feira (13), às 18h30, na Assembleia Legislativa, da audiência pública em comemoração ao Dia Internacional da Mulher proposta pelo deputado Nunes (PT). A senadora abordará as perdas de direitos, decorrentes da Reforma da Previdência Social, em tramitação no Congresso Nacional.

2 – Já no próximo dia 20, também na Assembleia Legislativa, a  partir das 8h30, a Comissão Especial que discute a Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados realiza um seminário estadual que tem como objetivo debater o Projeto de Lei 6787/2016, que pretende alterar regras trabalhistas que vão desde a jornada de trabalho a férias.

3 – Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (13) a nomeação do ex-deputado Vandinho Leite (PSDB) para o cargo de secretário de Ciência e Tecnologia, que antes foi comandada pelo também tucano Guerino Balestrassi. No governo Casagrande, Vandinho foi secretário de Esportes.

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