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Laboratório vai pesquisar violência contra a mulher no Espírito Santo


13/03/2017 às 16:58
O 11º Fórum de Políticas Públicas para a Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, realizada na última sexta-feira (10), na Assembleia Legislativa, deixou um legado importante. A professora da Ufes e membro da Comissão Permanente de Direitos Humanos da universidade, Brunela Vincenzi, apresentou a proposta de criação de um laboratório para pesquisar a violência contra a mulher no Estado.
 
A iniciativa surgiu de um trabalho conjunto entre a Frente Parlamentar em Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar e a Ufes, em parceria com órgãos do Estado e municípios.
 
Segundo a proposta, o laboratório terá sede na Ufes e a participação dos professores e pesquisadores, com apoio de diversas entidades governamentais, como as Secretarias de Estado de Direitos Humanos (por meio da Subsecretaria da Mulher e da Gerência de Política de Promoção da Igualdade Racial), de Segurança Pública e de Saúde, além Conselhos Municipais da Mulher, Polícia Civil, e da própria frente parlamentar. 
 
A iniciativa foi aprovada pelos participantes do fórum, entre eles representantes de organizações do movimento social, dos governos federal, estadual, Justiça e Ministério Público. 
 
A vice-reitora da Ufes, Ethel Maciel, disse que a base de todo o combate à violência é a educação. Ela defendeu a ampliação das cotas para mulheres negras, mulheres trans e outros segmentos para o ingresso na Ufes. Ethel reafirmou, com base em informações da Organização das Nações Unidas (ONU), que não há nada mais violento que a miséria absoluta.
 
Cláudia Garcia, do Núcleo de Enfrentamento da Violência contra a Mulher (Nevid) do Ministério Público Estadual (MPE-ES), destacou que no ranking do feminicídio, entre as 100 cidades brasileiras, 11 estão no Estado, que ocupa ainda o quarto lugar no País no mapa da violência de gênero. 
 
Violência contra a mulher negra
 
A professora da Ufes, Marlene Martins Oliveira, apresentou o trabalho cultural com a comunidade quilombola de São Pedro, em Ibiraçu. Por meio de um vídeo, a professora descreveu a organização das mulheres e de toda a comunidade nos aspectos religioso, cultural, na organização do trabalho, moradia e saneamento básico. Marlene Oliveira ressaltou que naquela comunidade não há violência contra a mulher.
 
Priscila Gama, presidente do Instituto das Pretas, destacou a luta pelo empoderamento da mulher. Para ela, empoderar não é apenas dar poder, é ter liberdade e autonomia. Segundo Priscila, é preciso empoderar o meio social, pois uma mulher negra, dona de casa, com filhos, que apanha do marido não poderá ser empoderada, por mais consciência que tenha. Ela enfatizou que o povo negro do Brasil não é descendente de escravos, mas sim de um povo livre que foi escravizado.
(Com informações da Web Ales)

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