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Bancada e direção do PDT debatem ida para a oposição na próxima quinta-feira


16/03/2017 às 12:49
A bancada do PDT na Assembleia Legislativa se reúne com a Executiva do partido na próxima quinta-feira (23) para debater o posicionamento em relação ao governo do Estado. Os deputados cobram uma postura unificada no plenário. O PDT tem três deputados: Rodrigo Coelho, Josias da Vitória e Euclério Sampaio, e os dois últimos já estão no grupo de deputados que vem fazendo oposição ao governo do Estado.
 
Rodrigo Coelho teria resistência em aderir ao grupo pelo fato de ter deixado recentemente a equipe de governo. Ele ocupava a Secretaria de Assistência Social, mas para convencer o parlamentar a aderir ao grupo de oposição, o PDT recorre ao pacto de unidade da bancada.
 
Na Assembleia, o grupo de oposição formou uma Frente Parlamentar que conta com a participação dos deputados Theodorico Ferraço (DEM), Sérgio Majeski (PSDB), Bruno Lamas e Freitas (PSB), Marcos Bruno (Rede), além de Da Vitória e Euclério, que já adotaram o discurso oposicionista.
 
Nos meios políticos, circulou a informação de que o presidente do partido, o deputado federal, Sérgio Vidigal, teria tentado enquadrar os parlamentares, mas essa movimentação não se confirma. Vidigal, aliás, é uma das lideranças esperadas para o encontro da próxima segunda. A pressão no partido é grande, já que, assim como no PT e no PSDB, a base do partido defende a saída do PDT do governo do Estado.
 
Em entrevista recente ao jornal A Tribuna, Vidigal chegou a dizer que o apoio a Hartung em 2018, vai depender das articulações nacionais. Isso porque o partido tem como presidenciável Ciro Gomes, que admite desistir da disputa em favor de uma composição preferencial com o PT, caso o ex-presidente Lula venha a se candidatar.
 
Em 2014, o PDT do Estado fez uma aliança proporcional com o PT, que teve uma fraca candidatura ao governo do Estado, com o deputado estadual Roberto Carlos (que deixou o partido recentemente). Vidigal e seu grupo apoiaram a candidatura de Hartung. O partido ficou com a Secretaria de Ação Social, inicialmente ocupada pela ex-deputada federal Sueli Vidigal.
 
Ela foi substituída por Coelho, que até então estava filiado ao PT e foi levado para o PDT por uma movimentação do próprio governador. Nos meios políticos comenta-se que, depois da migração, Hartung não estaria privilegiando o secretário, por entender que ele não teria a capilaridade imaginada pelo governador no sul do Estado.
 
Os nomes do partido que fazem parte da equipe hoje não foram indicações do partido e sim do candidato a prefeito de Vitória, o deputado estadual Amaro Neto (SD), aliado do governador Paulo Hartung (PMDB). O cargo de maior destaque é a Secretaria de Esportes, comandada por Max Da Mata. Caso o partido feche questão sobre a saída da base, a perda para o grupo do governador vai ser bem dura.
 
O PDT capixaba foi o partido com o melhor desempenho na proporcional nas eleições de 2016. Diante da ameaça, o Palácio Anchieta já se movimenta para tentar recuperar o partido e pressiona os prefeitos eleitos pela legenda e outras lideranças pedetistas, mas a resistência da base é grande.

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