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Novo cenário partidário


16/03/2017 às 14:25

O governador Paulo Hartung (PMDB) não trabalha com partidos. Só está filiado a um porque o sistema político brasileiro assim exige. Já passou pelo PSDB, PSB, PMDB e já está insatisfeito com a sigla. Mas, desta vez, está encontrando muita dificuldade em se acomodar. Já encontrou a porta fechada no PSDB, e teve de recuar. Agora enfrenta a rejeição das bases dos partidos a participação em seu governo.

Em pelo menos três grandes partidos do Estado, Hartung não é mais unanimidade. PT, PSDB e PDT estão em conflito interno por causa da relação com o governador. Muita gente percebe hoje que a aliança com o governador só beneficiou a ele mesmo. Os atores políticos que entregaram seus partidos estão em dificuldades.

No caso do PT, o ex-prefeito de Vitória João Coser, ao deixar a prefeitura em condições de disputar muito bem qualquer cargo no Estado, está em desgaste até com sua corrente no partido. No PSDB, o vice-governador César Colnago, sucessor natural de Hartung, hoje percebe que o movimento do chefe do Executivo não o inclui.

O PDT de Sérgio Vidigal também não está satisfeito com o fato de a indicação ao governo não ter sido feita pelo partido e sim por Amaro Neto (SD), que nem pedetista é. Soma-se a isso a derrota de Sérgio Vidigal na disputa eleitoral do ano passado em seu principal reduto, a Serra. Até mesmo o DEM, de seu grande aliado Rodney Miranda, está nas mãos de Theodorico Ferraço, que não se acomoda mais na base de Hartung.

Isso sem falar nos partidos que já se reúnem do outro lado: o PSB, do ex-governador Renato Casagrande, e o PPS, do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, que conseguiram atrair o PP, o PV e a Rede. O próprio PMDB, hoje esvaziado das lideranças do governador, não é um campo de hegemonia de Hartung.

Ao governador tem restado se unir a partidos com menor densidade eleitoral. Para tentar suprir essas lacunas, Hartung enche seu governo de lideranças políticas, fazendo contagem de votos para garantir uma capilaridade para disputa de 2018. O problema é que hoje quem está tirando votos é o próprio Hartung e não os aliados do palanque.

Fragmentos:

1 – Nesta quinta-feira (16), às 19 horas, o PSC reúne os dirigentes da região metropolitana, bem como os vereadores eleitos na última eleição. Na pauta da reunião estará a atuação dos vereadores nas câmaras municipais da Grande Vitória e será aberto o livro de inscrições para pré-candidatos a deputados estadual e federal.

 2 – O presidente capixaba do PSC, o vereador de Vila Velha Reginaldo Almeida, aposta na eleição de no mínimo três deputados estaduais e um deputado federal.

3 – No PSB, a disposição do presidente Paulo Foletto descer um degrau e disputar a Assembleia Legislativa, abrindo espaço para outros socialistas ocuparem o espaço dele, assanhou os deputados estaduais Bruno Lamas e Freitas.

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Comentários

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SOCIOECONÔMICAS
No divã

PDT e PSDB, alvos de ingerência de Hartung, estão em turbulência interna. Que o diga Euclério e Majeski...

OPINIÃO
Renata Oliveira
No rastro
Quando o governador Paulo Hartung retornar de Paris, vai enfrentar um Sérgio Majeski ainda mais incômodo
Caetano Roque
Venceu o pragmatismo
Ao reeleger o grupo que se perpetua na direção, PT perde um pouco mais de sua ideologia
Geraldo Hasse
Seremos todos boias-frias?
A palavra reforma, sempre associada a avanços, está sendo aplicada a um retrocesso
JR Mignone
Sérgio Bermudes, sempre atual
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