Seculo

 

Mulheres de PMs fazem protesto em frente ao Palácio Anchieta


16/03/2017 às 15:38
 
Um grupo de mulheres e familiares de policiais militares realiza um protesto na tarde desta quinta-feira (16) em frente ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória. O ato ocorre no mesmo momento em que está acontecendo uma audiência de conciliação no Fórum de Vitória, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPES), entre representantes do governo e dos PMs. As manifestantes não reconhecem a legitimidade da reunião e o protesto seria uma forma de expor a insatisfação pelo encaminhamento dado pelo governo Paulo Hartung ao impasse.

A reunião entre o governo e representantes dos militares foi um dos pontos do acordo preliminar que pôs fim à paralisação da PM no Espírito Santo, firmado no último dia 25 – quando a greve já durava 22 dias. Inicialmente, o Ministério Público do Trabalho (MPT) se colocou como mediador na tentativa de conciliação entre as partes. No entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vetou a participação do MPT e decidiu que o MP estadual seria competente para mediar as negociações.

Na decisão pela realização da audiência de conciliação, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, Mário da Silva Nunes Neto, notificou representantes do governo e de associações militares, porém, condicionou a participação de familiares e amigos de PMs responsáveis pelos piquetes em frente aos quarteis a sua identificação. Esse fato foi visto com reservas pelo grupo de mulheres, que teme sofrer represálias. Elas alegam ainda que o movimento é horizontal, por isso, no molde proposto, a audiência não tem legitimidade como uma forma de mediação.  

O advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rafael Pimentel, que chegou a participar da mediação inicial feita pelo MPT, foi barrado de participar da audiência na Justiça comum. O magistrado teria alegado que a entidade não seria parte no processo, desta forma, o advogado só poderia participar caso fosse representante de alguma mulher ou do grupo – desde que suas integrantes fossem identificadas, algo que é rechaçado por elas.

Após o ato em frente à sede do Executivo estadual – que fica a poucos metros do Fórum –, o grupo realiza uma interdição parcial da Avenida Jerônimo Monteiro, no esquema “pare e siga”. O trânsito no local é lento. A Guarda Municipal está acompanhando o protesto.
 
(Mais informações em breve)

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

OPINIÃO
Renata Oliveira
Mau negócio
Quando Casagrande e Hartung passam a polarizar o cenário, a política capixaba deixa de ser interessante para a Odebrencht
Geraldo Hasse
O despudor do poder
O marqueteiro-mór pagou multa de R$ 30 milhões à Justiça, deu depoimento e saiu rindo
Lídia Caldas
Por que engordamos?
Estamos ingerindo muito carboidrato de má qualidade. Fomos viciados pela indústria de alimentos em gordura saturada, açúcar e sal
BLOGS
Blog do Phil

Phil Palma

Imperdivel! Já em cartaz!
Flânerie

Manuela Neves

Nenna, em transição
Panorama Atual

Roberto Junquilho

A Odebrecht quebrou a "Omertá", e agora?
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Nossa Terra, nossa gente
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Candidatura individual para a Mesa Diretora indica nova realidade na Assembleia

TJES fará nova sessão de escolha em concurso para cartórios de 2006

Vereadora protocola indicação para nova licitação de ônibus em Vitória

Envolvimento de Ricardo Ferraço no esquema da Odebrecht inibe oposição de Theodorico na Assembleia

Justiça rejeita ação popular contra programa de rádio do prefeito de Marataízes