Seculo

 

Contrato emergencial para recolhimento de lixo vira alvo de suspeitas em Aracruz


16/03/2017 às 16:10
A mudança na empresa responsável pelo serviço de recolhimento de lixo é alvo de suspeitas em Aracruz, na região litoral norte. Em três meses de gestão, o prefeito Jones Cavaglieri (SD) rescindiu, de forma unilateral, o acordo com a antiga prestadora do serviço (Corpus Saneamento e Obras Ltda.) e assinou um acordo emergencial com a empresa SA Serviços de Limpeza e Soluções Ambientais Eireli. Além da ausência de licitação, chama atenção o reajuste de mais de R$ 800 mil por mês no valor pago.

De acordo com dados do Portal da Transferência do município, o contrato anterior com a Corpus Saneamento (número 175/2016) tinha o valor mensal de R$ 1,64 milhão. Já o acordo com a SA Serviços, desconhecida no mercado, tem o valor de R$ 2,49 milhões por mês, conforme o resumo do contrato (009/2017), publicado no Diário Oficial da última quinta-feira (9). A contratação tem prazo de 180 dias, contados a partir da emissão da ordem de serviço – podendo ainda ser prorrogado pela prefeitura.

O extrato do termo de “rescisão amigável” do contrato com a Corpus Saneamento foi publicado no último dia 2. Consta que a justificativa para a medida foi o descumprimento das determinações contidas no Termo de Referência e do Contrato, no entendimento da atual gestão municipal. Já a empresa se manifestou “entendendo que está em conformidade com o plano de trabalho aprovado pela administração anterior e informou não ser possível adequar a prestação dos serviços ao entendimento da atual gestão, razão pela qual a mesma requereu alternativamente a rescisão amigável do contrato”.

Fontes próximas ao caso afirmam que a divergência está relacionada ao total de recursos empregados pela antiga empresa. A alegação era de que o contrato previa 146 funcionários, enquanto a empresa usava 80. Já o número de caminhões seria de oito, mas havia apenas quatro em uso, além da previsão de seis motocicletas que não estariam sendo utilizadas. Contudo, a empresa estaria prestando os serviços corretamente, tanto que hoje existem relatos de locais sem recolhimento de lixo após a mudança de empresa.

Em relação ao aumento nos gastos com o serviço, a explicação seria, de acordo com essas fontes, a diferença no total de recursos alocados pela nova empresa em relação à antiga contratada. 

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

'Tem boi na linha'

Metendo-se no meio da disputa caseira entre Hartung e Casagrande, Rose de Freitas tem realmente alguma chance?

OPINIÃO
Editorial
As novas roupagens da censura
Os resquícios da ditadura militar ainda assombram a liberdade de expressão no País, estendendo seus tentáculos para o trabalho da imprensa
Eliza Bartolozzi Ferreira
Cada qual no seu lugar
As escolas fazem ciência; as igrejas doutrinação. Projeto Escola Sem Partido é, no mínimo, uma contradição de base do vereador de Vitória, Davi Esmael (PSB)
Erfen Santos
Sugestão Netflix – um filme necessário
Indicado ao Oscar, Strong Island supera a maioria dos documentários, por mesclar a experiência familiar com a crítica social
JR Mignone
A batalha
Não sei se posso dizer, mas ainda hoje me sinto um pouco frustrado com a nossa profissão. Sério!
Roberto Junquilho
Renovar o quê?
Os ''novos'' na política mantêm velhos conceitos e se agarram em grandes corporações empresariais
Bruno Toledo
Estado sem PIEDADE!
As tragédias que se sucedem no Morro da Piedade sintetizam as contradições mais evidentes e brutais do modelo de sociedade e de Estado que estamos mergulhados
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Entre a salada e o vinho
MAIS LIDAS

Produtor rural teme uma tragédia na região da Barragem do Rio Jucu

Sicoob em Cariacica é processado por falta de acessibilidade

As novas roupagens da censura

Ufes sedia seminário do Dia Internacional contra a Tortura