Seculo

 

Problemas externos


18/03/2017 às 18:47

O governador Paulo Hartung (PMDB) tem criado um clima de instabilidade ao não sinalizar qual caminho vai tomar em 2018. A intenção seria a de observar os movimentos do mercado para na reta final escolher o melhor espaço para se encaixar e movimentar suas peças no tabuleiro eleitoral. Mas isso não é tão simples.

Com a mexida traumática do cenário nacional e a efervescência em torno do pós-Temer, os atores políticos do Estado devem ficar presos aos interesses dos projetos nacionais. A movimentação do PSDB no Espírito Santo, com base no desempenho do partido em 2016, intervindo nas municipais e traçando um planejamento estratégico para 2018 é um exemplo disso.

Não caberá às lideranças locais dos partidos buscar as melhores acomodações locais, sem qualquer relação com os interesses nacionais. O PSDB tem um objetivo claro para 2018 e com as incertezas colocadas no mercado, cada voto será importante e cada aliança será observada com muito cuidado.

O PT também vem se movimentando nacionalmente e localmente. A mudança no processo de eleição interno também mostra a preocupação com as composições. O partido pode ter Lula na disputa presidencial e para isso vai precisar de palanques fortes em todos os Estados. O partido precisa se reconstruir no Estado, não caberá mais privilegiar o interesse de um grupo dentro do partido em detrimento do projeto nacional. O PT não tem mais o Poder e por isso, precisa voltar a traçar estratégias em todos os estados.

O forte e estratégico PDT também está no jogo. O partido trabalha nacionalmente a candidatura do imprevisível Ciro Gomes. A derrota de Sérgio Vidigal no município da Serra pode enfraquecê-lo com a nacional na hora de fazer as costuras e as articulações devem vir de cima para baixo.

Até mesmo a Rede, do prefeito Audifax Barcelos, tem projeto nacional e vai se articular para garantir a Marina Silva o bom espaço que ela sempre teve no Espírito Santo, e isso pode não passar pelo palanque de Hartung. Passa sim pelo palanque de Renato Casagrande (PSB), que pode se fortalecer nisso, embora sua complicada relação com o PPS, deixe ainda mais obscuros os caminhos para 2018.

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