Seculo

 

Sem definição da Justiça Eleitoral, duas cidades seguem sendo governadas por interinos


19/03/2017 às 18:54

No dia 10 de abril, os prefeitos eleitos em outubro completam 100 dias de mandato, mas os municípios de Muqui e em Fundão or presidentes seguem sendo governados interinamente pelos  presidentes das Câmaras Municipais. Sem definição da Justiça Eleitoral, os municípios aguardam para saber se terão que voltar às urnas ou poderão empossar os eleitos. As lideranças políticas de cada uma das cidades se movimentam de forma diferente.

Em Fundão, Anderson Pedroni (PSD), que recebeu mais de 80% dos votos do município em outubro último, pode conseguir reverter a situação que o deixou impugnado na disputa do ano passado. Ele conseguiu anular a sessão da Câmara que rejeitou suas contas referentes a 2011, quando Pedroni assumira interinamente a prefeitura.

Pedroni teve a candidatura impugnada com base na lei ficha limpa. Com a anulação da decisão da Câmara da época, agora vai apresentar suas justificativas para um novo julgamento.  Como tem maioria no Legislativo municipal, a probabilidade de ter as contas aprovadas é grande. Paralelamente já pediu a suspensão do recurso que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em Muqui, a situação é diferente. O candidato eleito, o ex-prefeito Frei Paulão (PSB), aguarda a decisão sobre um agravo regimental no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Frei Paulão teve 43% dos votos do município, mas teve a candidatura impugnada por rejeição das contas referentes a 2008, quando era prefeito do município.

Mas a classe política não acredita mais em vitória do socialista na Justiça Eleitoral e já vem se movimentando para uma nova eleição na cidade. Renato Prúcoli (PTB), que foi vice-prefeito na gestão passada, e assumiu o restante do mandato após a morte do ex-prefeito Aluizio Filgueiras (PSDB), é um dos nomes mais cotados para a nova disputa.

Outro nome cotado no município é o do ex-prefeito Nicolau Esperidião (PDT). O grupo dele havia indicado o vice na chapa de Frei Paulão e pode receber o apoio do prefeito impugnado. Isso se o PSB lançar um de seus três vereadores ao cargo: Zé Marcos, Cacalo ou Rita Maroni.

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