Seculo

 

Lideranças testam capilaridade fora da 'bolha de Hartung'


20/03/2017 às 15:54
Com o fim da eleição de 2014, esperava-se nas eleições 2018 um novo embate entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Mas no grupo que se forma no polo contrário ao do Palácio Anchieta, as lideranças que se movimentam para 2018 buscam capilaridade. A ideia seria a de testar o capital político dos diferentes atores enquanto se observa a movimentação do cenário político.
 
O primeiro nome apontado dentro deste grupo foi o do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). A movimentação, porém, parece ser mais uma articulação da Nacional da Rede do que do próprio prefeito. A reeleição de Audifax na Serra foi a principal conquista do partido no Estado, em 2016, e ele pode ser convocado a erguer o palanque da presidenciável Marina Silva no Estado, onde ela sempre teve um desempenho forte nas disputas presidenciais.
 
Neste sábado (18), o PPS realizou um encontro com novos filiados e no evento o nome do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, também foi colocado como um dos possíveis candidatos ao Palácio Anchieta em 2018. O prefeito da Capital tem se articulado em busca de visibilidade para o enfrentamento e pode pegar carona na avalanche sobre o Palácio Anchieta, causada pela crise na segurança, o que abriria caminho para novos atores políticos se apresentarem.
 
Outro nome que faz parte deste grupo e também se apresentou como um possível postulante ao cargo é o do veterano Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). O tucano disputou a eleição em 2006 em um cenário político bem distinto do atual. Ele representaria um nicho de resistência dentro do partido à parceria tucana com o governo do Estado. Ao desistir da disputa à prefeitura de Vitória, porém, Luiz Paulo teria saído desgastado do processo.
 
A senadora Rose de Freitas (PMDB) também já se manifestou publicamente sobre a possibilidade de vir a disputar o governo do Estado. Ela é a principal preocupação do governo, que vê na parlamentar uma adversária em melhores condições de disputa. Diferentemente de Audifax e Luciano, a senadora não precisaria se desincompatibilizar do cargo para disputar o governo e, mesmo que perca a disputa, sairia fortalecida do processo eleitoral para cumprir mais quatro anos no Senado.

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Comentários

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Precipitou-se

Com um olho em 2018 e outro em 2020, Luciano Rezende antecipou o processo eleitoral, mas esqueceu a Lava Jato. Aí mora o problema.

OPINIÃO
Renata Oliveira
Bicho-papão
O ajuste fiscal de Paulo Hartung precisa do exemplo do Rio de Janeiro tanto para cortar quanto para supervalorizar a liberação de recursos
JR Mignone
Qual rádio ouviria hoje?
Sinceramente, não saberia explicar que tipo de rádio eu ouviria hoje, isto é, que me motivaria a ligar o botão para ouvi-la: uma de notícia ou uma só de música selecionada
Caetano Roque
Pressão neles
O movimento sindical deve conscientizar o trabalhador sobre quem estará na disputa do próximo ano contra ele
Geraldo Hasse
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Ela está nos estádios, nos governos, nas igrejas, nos parlamentos, nas ruas, nos tribunais
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