Seculo

 

Em assembleia, moradores, donos de bar e produtores culturais decidem elaborar pacto de boa convivência


21/03/2017 às 17:37
Excluídos pela Prefeitura de Vitória do processo de confecção da medida que impôs um “toque de recolher” no Centro, os três segmentos diretamente atingidos pela decisão irão por si mesmos buscar o que a prefeitura está evitando: o diálogo.
Moradores, donos de bar e produtores culturais irão formar uma comissão para elaborar em 30 dias um documento com normas de boa convivência na região. Este é o principal encaminhamento da assembleia ordinária da Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro), realizada nessa segunda-feira (20), cujo principal ponto de pauta foi o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado apenas entre prefeitura e Ministério Público Estadual (MPES) determinando a bares da Rua Sete de Setembro o recolhimento de mesas e cadeiras às 23h.
 
O objetivo é apresentar uma proposta alternativa ao TCA que será enviado à prefeitura e ao órgão ministerial. Antes, precisa ser aprovado em assembleia extraordinária que deve ser realizada em 45 dias. A reunião também deve ter caráter de audiência pública para o debate sobre o termo.
 
“Foi uma reunião produtiva. Os donos de bar e produtores culturais são moradores do Centro. É uma peculiaridade nossa. Houve reclamações contra a questão do barulho, que, de fato, são pertinentes. Causa incômodo. Mas foi discutido também a importância cultural do local e a questão da segurança. E não houve uma fala que concordasse com o termo de compromisso da prefeitura e do MPES”, pontua o presidente da Amacentro, Everton Martins. 
 
Moradores temem o esvaziamento da região e, como efeito, o aumento da violência.
 
O “TCA do toque de recolher” será debatido também nesta quinta-feira (23) em reunião extraordinário do Conselho Municipal de Política Cultural. A reunião acontece a partir das 14h no auditória do Museu Capixaba do Negro (Mucane). 

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Até tu?

A situação está tão difícil, que PH almejou fazer uma dobradinha com os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço

OPINIÃO
Editorial
Quem paga a conta senta na cabeceira?
O financiamento pela Arcelor de uma pesquisa da Ufes de R$ 2 milhões acende o alerta sobre a autonomia universitária e a transparência nos acordos entre academia e capital privado
Piero Ruschi
Visita à coleção zoológica de Augusto Ruschi
Visitei a coleção zoológica criada por meu pai e seu túmulo na Estação Biológica. Por um lado, bom, por outro, angústia
JR Mignone
Uma análise
Algumas emissoras, aquelas que detêm alguma ou boa audiência, dedicam-se pouco à situação do país
Geraldo Hasse
Refém do Mercado
O País está preso ao neoliberalismo do tucano Pedro Parente, presidente da BR
Roberto Junquilho
A montagem da cena
Em baixa junto aos prefeitos da Grande Vitória, Hartung dispara para o interior do Estado
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Candidatura de Lula à Presidência será lançada neste domingo em Vitória e Serra

Servidores do Ibama e ICMBio no Estado protestam contra loteamento político do órgão

Quem paga a conta senta na cabeceira?

A montagem da cena

Defensoria Pública apura responsabilidades em mortes de bebês na UTI do Hospital Infantil de Vila Velha