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Ingenuidade ou realidade?


07/04/2017 às 17:01
Quem acessou o canal do governo do Estado no Facebook na manhã desta sexta-feira (7) deve ter ficado chocado e ao mesmo tempo encafifado com um gif (imagem animada) de um macaco batendo freneticamente no teclado de um notebook. A imagem trazia consigo uma frase: “Hoje é o dia do batedor de release. Parabéns, amigos jornalistas. Hoje é o nosso dia! #DiadoJornalista”.
Pasmem. Isso mesmo. O post bizarro era uma “homenagem” do governo do Estado ao Dia dos Jornalistas. Os 60 minutos que a imagem ficou no ar foram suficientes para os internautas, muitos deles jornalistas, manifestassem indignação à “homenagem”. 
A maioria esmagadora dos comentários repudiava a postagem, classificando-a como ofensiva e de mau-gosto. Alguns se mostravam incrédulos. Não conseguiam acreditar que tal bizarrice tivesse partido do canal do governo. Um dos incrédulos chegou a supor que a autoria do post teria partido de um hacker zombeteiro. 
Quase duas horas após a postagem ter sido retirada do ar, a superintentende de Comunicação do governo, Andréia Lopes, publicou um “pedido de desculpas”. O problema é que as escusas, obrigatórias, obviamente, nada explicaram sobre a patuscada. Afinal, quem teria autorizado a publicação do post? Porque não importa a autoria, mas sim quem avaliou que o conteúdo deveria ser publicado. Ou não há gestão de conteúdos no canal oficial do governo do Espírito Santo nas redes sociais? É a chamada “casa da mãe Joana”? Qualquer um publica o que bem entende? 
O episódio dá margem para supor que a redação da "homenagem" partiu de um profissional do andar debaixo da pirâmide que, talvez, ingenuamente, tenha interpretado que o post representava a visão do governo sobre os jornalistas.
Ironicamente, o “ato falho” suscita uma constatação: é mais ou menos assim que o governador Paulo Hartung vê a imprensa. Afinal, esse é um governo entusiasta do jornalismo “chapa-branca”, subserviente, respeitoso no sentido de não ousar questionar. Hartung sempre incetivou os veículos “voluntariosos” e os recompensou com generosas cotas de publicidade. O governador é do tempo em que verba de publicidade é sinônimo de obediência editorial. 
Por isso a gafe, do ponto de vista do governador, não deve ter sido recebida com espanto ou indignação. Nada que não combine com seu perfil autoritário, avesso à transparência e à liberdade de expressão. O teor da bizarra “homenagem” não representa nem de longe o verdadeiro juízo que Hartung faz da imprensa. Seria impublicável.

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Comentários

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O antagonista

Além de reinar absoluto no campo de oposição ao governo Hartung, Majeski também nada de braçadas na raia das redes sociais

OPINIÃO
Renata Oliveira
Vai no bolo
As lideranças políticas capixabas devem ficar atentas para não serem atropeladas pelo rolo compressor da indignação
Lídia Caldas
A importância dos probióticos e prebióticos
Se você não se preocupar com isso estará dando passos largos para engrossar as estatísticas de doenças de causas evitáveis
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É preciso equalizar o bem-estar
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