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Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos não tem estrutura para atender à população


15/04/2017 às 17:37
O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES) fez uma inspeção na Delegacia de Furtos e Roubos (DFRV) de Vitória, na última semana, e se deparou com a unidade lotada de vítimas de roubos que aguardavam por atendimento. O aumento no número de casos de furtos e roubos, combinado com o baixo efetivo de policiais, atenuou a lotação na delegacia.

No momento em que os representantes da entidade chegaram na delegacia, as próprias vítimas distribuíam senhas para organizar o atendimento, já que havia apenas um policial civil para a confecção de ocorrências.

No local em que são realizadas as perícias, há um acúmulo de motos empoeirada que estão no local por falta de efetivo para dar vazão às análises que precisam ser feitas.

Essa precariedade nas unidades policiais – que prejudicam o atendimento às vítimas e os policiais, por conta do ambiente insalubre – se repete em outras delegacias. Nas semanas anteriores, o sindicato havia feito outra inspeção, desta vez na DFRV da Serra, mais especificamente no pátio de Alterosas, para onde são encaminhados veículos apreendidos.

Na inspeção, os representantes do Sindipol constataram que o pátio não tem condições de receber os veículos que chegam ao local diariamente. Muitos desses veículos já se acumulam na parte administrativa da DFRV, que é a responsável pelo pátio.

Além disso, o efetivo responsável por zelar pela delegacia e pelo pátio é muito reduzido. São apenas cinco policiais civis que têm de fazer serviços de administração, vistoria, perícia, cadastramento e entrega de veículos.

As condições de trabalho no pátio também são insalubres. O local foi “pavimentado” com uma mistura de cimento e pó de minério, o que provoca a subida de poeira, representando risco de problemas respiratórios em quem frequenta o lugar.

Os veículos, além do acúmulo de água de chuva, também têm combustível nos tanques, o que representa risco de incêndio. Os policiais que atuam no pátio fazem ainda uso de produtos químicos no trabalho, mas não recebem equipamentos de segurança para o manuseio, o que também põe em risco a saúde dos profissionais.

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