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Deputados retiram nomes de requerimento e esvaziam CPI da Cesan


18/04/2017 às 18:59
Mal a resolução que permite a retirada de assinaturas de pedidos já protocolados de criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa foi publicada, na manhã desta terça-feira  (18), a debandada dos deputados aconteceu quase que imediatamente.
 
Na tarde desta terça, foram protocolados os requerimentos 41, 42 e 43 dos deputados Padre Honório (PT), José Esmeraldo (PMDB) e Gilsinho Lopes (PR), todos pedindo a retirada de seus nomes do requerimento.
 
O pedido de abertura da CPI da Cesan foi protocolado no último dia 4 de abril. Em uma movimentação muito rápida dos deputados proponentes, aproveitando um momento de descuido do líder do governo, Gildevan Fernandes (PMDB). 
 
Durante a sessão daquele dia, os deputados Euclério Sampaio e Josias Da Vitória, ambos do PDT, colheram as assinaturas dos deputados e conseguiram o apoio de Sérgio Majeski (PSDB), Theodorico Ferraço (DEM), Marcos Bruno (Rede), Freitas (PSB) e Enivaldo dos Anjos (PSD), além dos três que retiraram os nomes nesta terça-feira.
 
Mas houve pressão do Palácio para que os deputados esvaziassem a comissão. Como o Regimento da Casa impedia a retirada de assinaturas após o protocolo do pedido, o governo emplacou uma manobra, com uma emenda que permitia a retirada das assinaturas antes da leitura da CPI no Expediente da Assembleia e aprovação no Plenário.
 
Antes mesmo da resolução ser publicada, os três deputados já admitiam que poderiam tirar as assinaturas do requerimento da CPI. Padre Honório, disse depois de ter assinado, que percebeu que o foco estava muito voltado para Vitória. Já o deputado José Esmeraldo (PMDB) disse que não leu o documento antes de assinar. Mas nos bastidores, os comentários são de que o Palácio Anchieta pressionou os deputados para que a CPI não saísse.
 
Na sessão desta terça-feira, o deputado Euclério Sampaio afirmou que vai buscar mais assinaturas e que não pretende desistir de criar a CPI. Ele espera conseguir substitutos para os desistentes para garantir as dez assinaturas necessários para criar a CPI.

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