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Chapa de Givaldo vai recorrer à nacional por recontagem de votos


19/04/2017 às 15:12
Os membros da chapa “Pra voltar a sonhar”, encabeçada pelo deputado federal Givaldo Vieira, vão encaminhar ainda nesta quarta-feira (19) recurso à Executiva Nacional do PT para tentar reverter a decisão da Comissão Eleitoral que invalidou os votos dos delegados da chapa, que obteve maioria nas eleições municipais do PT, que aconteceram no último dia 29.
 
 
Para o deputado federal, as irregularidades apontadas pela articulação eleitoral não justificam a perda de votos na chapa, principalmente porque aconteceram nos municípios em que seu grupo tinha maior vantagem na disputa. Dos 321 votos anulados, ao todo, 298 foram retirados da chapa de Givaldo, o que acabou com sua vantagem na disputa de maio próximo, quando será escolhida a nova direção nacional.
 
Segundo Givaldo, não houve orientação para as municipais sobre o processo de votação e por isso alguns erros aconteceram. Após a eleição, as municipais têm alguns dias para enviar os documentos. O grupo de Givaldo só soube que havia problemas no envio de documentos por causa de uma postagem em redes sociais.
 
A partir daí, o grupo passou a cobrar informações e só conseguiu a lista com 10 municípios em que havia problemas na última sexta-feira (14). A partir daí teve início a uma força tarefa do grupo para que as municipais enviassem os documentos que faltavam.
 
Na noite dessa terça-feira (18), os recursos foram julgados pelo grupo e negados, o que levou à desidratação da vantagem que a chapa do deputado tinha em relação a seus adversários internos, o deputado José Carlos Nunes e o ex-prefeito de Vitória João Coser, que unidos, somarão 52% dos delegados, superando os 48% de Givaldo, caso os votos dos delegados não sejam revalidados. 
 
Para o deputado, a vontade da militância não foi respeitada. Segundo Givaldo, a direção do partido já vinha sendo criticada pela base política de aliança ao governo Paulo Hartung e pela falta de diálogo e transparência com a militância. Agora, critica Givaldo, a direção está mostrando que “é capaz de qualquer coisa para se manter no poder dentro do partido”, disse.
 
Outro membro da chapa que mostrou indignação com a reviravolta dessa quarta-feira foi Perly Cipriano, que também falou do suplício para ter acesso à lista de votantes e das possíveis irregularidades encontradas. Chegou a cobrar do presidente do partido, João Coser, uma providência para que o assunto fosse conversado com a Comissão eleitoral do PT. Para Perly, o grupo que providenciou a manobra interna “perdeu politicamente, perdeu numericamente e agora está perdendo eticamente”, disse.

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