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Bancários do Banco do Brasil não têm o que comemorar nos 100 anos da instituição


19/04/2017 às 18:27
O Banco do Brasil completa 100 anos no mês de abril em meio a um desmonte na instituição que atinge diretamente correntistas e funcionários. No Estado, já foram fechadas duas agências e a Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior (Gecex), o que é contraditório, já que o Espírito Santo é exportador.
 
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES), todas as medidas tomadas pelo banco sofreram protestos de clientes e trabalhadores. Foram fechadas as agências Moscoso e Rio Branco, em Vitória; e as agências Expedito Garcia, em Cariacica, e Jardim Limoeiro, na Serra, foram transformadas em postos de atendimentos.
 
Somente na Rio Branco havia 6,2 mil contas de pessoa física e 1,5 mil de pessoa jurídica. Já a agência Moscoso tinha 11 mil contas de pessoa física e 850 de pessoa jurídica. 
 
No caso da agência Moscoso, a carteira de clientes foi transferida para a agência Pio XII, no Centro de Vitória, e para agências digitais, assim como os clientes da Rio Branco foram transferidas para a agência Praia do Canto, na Avenida Reta da Penha e também para as digitais.
 
A reestruturação foi anunciada sem diálogo com os trabalhadores ou com as representações dele. Esta medida foi tomada visando uma economia de R$ 750 milhões em despesas, no entanto, o número de funcionários já é insuficiente para atender à demanda de usuários.
 
O sindicato também ressalta que a estratégia do banco é focar nas ferramentas de atendimento digital, que começaram a ser implantadas em 2014, com foco nos clientes de alta renda. No entanto, para os bancários, este modelo representa sobrecarga de trabalho, desrespeito à jornada de trabalho e aumento de pressão para cumprimento de metas.
 
O trabalho no BB Digital – que tem atendimento feito por telefone ou online – inclui os bancários em condições de trabalho semelhantes às do telemarketing, que garante ao empregado o direito de dois intervalos de 10 minutos contínuos, após a primeira e antes da última hora trabalhada.

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