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Sindicato critica presença de ex-diretor da Odebrecht na Cesan


20/04/2017 às 13:50
Em outubro de 2015, Pablo Ferraço Andreão assumiu a presidência da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) no lugar de Denise Cadete, que foi para Administração e Finanças do Bandes. Naquele momento, o currículo do novo presidente da companhia era anunciado com pompa pelo governo.
 
O então prefeito de Cachoeiro, Theodorico Ferraço, foi quem rompeu com o Saee (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e estabeleceu um contrato com Citágua, que mais tarde seria adquirida pela Odebrecht Ambiental. Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Andreão começou no setor de abastecimento e saneamento em 2001, na Citágua, em julho de 1998, e depois seria absorvido pela Odebrecht Ambiental. É importante lembrar que Andreão é da família Ferraço.
 
Depois disso, ele passou por diversas unidades da Odebrecht antes de ocupar a presidência da divisão ambiental da empresa, cargo que deixou para assumir o comando da Cesan.
 
Diante do escândalo envolvendo doações ilegais para o governador Paulo Hartung (PMDB), o ex-governador Renato Casagrande (PSB), o senador Ricardo Ferraço (PSDB), primo de Andreão, entre outras lideranças políticas capixabas, o currículo deixa de ser favorável.
 
O Sindicato dos Servidores Públicos (Sindipúblicos) critica a relação do governador Paulo Hartung (PMDB) com os membros da empresa, que se coloca há muito tempo nas parcerias do governo do Estado. Em seu site, a entidade destaca a situação que causa, no mínimo, estranheza.
 
“As obscuras intenções de Hartung na nomeação se afloram ainda mais ao ser público o objetivo do governador em privatizar a Cesan e convidar justamente um profissional ligado a seus aliados políticos e oriundo de uma empresa privada, que já possui concessão de saneamento, para assumir a maior empresa pública ligada ao setor no Espírito Santo”, diz o sindicato.
 
Andreão não é o único membro do grupo de Hartung a ter ligação com a Cesan e a Odebrecht. Paulo Ruy Carnelli, que foi presidente da empresa no governo de Renato Casagrande, na cota dos aliados de Hartung, foi consultor da Odebrecht.

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