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CPI da Odebrecht quer investigar contratos de empreiteiras com setor público


25/04/2017 às 14:53
Os deputados Euclério Sampaio e Josias da Vitória, ambos do PDT, correm atrás de assinaturas para instalar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito. A CPI da Odebrecht quer investigar os contratos do governo do Estado com a empreiteira mais falada do País. No alvo da CPI também estão a Camargo Corrêa e a Delta.
A movimentação para emplacar uma nova comissão surge dias depois dos deputados pedetistas fazerem uma tentativa frustrada de emplacar uma CPI para investigar irregularidades na Cesan. Não por acaso, as três empreiteiras têm contratos com a companhia de águas.
Depois da pressão do governo do Estado para esvaziar a CPI da Cesan, os deputados parecem ter mudado de estratégia ao propor uma nova abordagem na CPI da Odebrecht.
Nesta terça-feira (25), Da Vitória e Euclério começaram a correr atrás dos colegas para coletar assinaturas para a nova comissão. A ideia é mirar nos contratos firmados com órgãos públicos estaduais, municipais, por meio de suas secretarias. A CPI também quer analisar as licitações, contratos e todos os serviços efetuados e prestados também pela Cesan, como cobranças abusivas de taxa de esgoto, sem contraprestação de serviços, cobrança de taxa de instalação abusiva cobrança de taxa casada, corte de fornecimento sem comunicação prévia e poluição, entre outras questões. E como se a natimorta CPI da Cesan renascesse dentro da CPI da Odebrecht.
A iniciativa, se sair do papel, deixa alguns parlamentares em situação delicada. O desgaste causado pela retirada dos nomes do requerimento da CPI da Cesan, após manobra do governo que possibilitou a saída de quem já havia assinado o documento, ainda vem trazendo prejuízo à imagem dos parlamentares. Novas denúncias envolvendo a Cesan e a Odebrecht confirmam que a CPI era imprescindível para esclarecer se houve irregularidades em contratos e licitações entre as duas empresas.
Com a nova investida, Euclério e Da Vitória pretendem trazer os deputados à responsabilidade, envolvendo a Casa no debate sobre a Cesan. Se antes o governo conseguia passar ao largo das questões envolvendo a companhia, tratando-as como “conspiração política”, depois das denúncias de irregularidades envolvendo também a Delta, a coisa muda de figura. 
A dificuldade dos pedetistas será, mais uma vez, driblar o cerco do governo e conseguir a adesão de ao menos 10 deputados para abrir a CPI.

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