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Depois de meses de negociação, trabalhadores da Aracruz Celulose (Fibria) aprovam proposta de acordo coletivo


15/05/2017 às 12:50
Depois de pressão da Aracruz Celulose (atual Fibria), os trabalhadores da empresa aprovaram a proposta de acordo coletivo. Para o Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Estado (Sinticel-ES), a empresa se aproveitou do momento econômico desfavorável para os trabalhadores, com aumento nos índices de desemprego, para apresentar a proposta desfavorável.
 
A proposta aprovada é de reajuste salarial de 8,5% pagos em duas vezes (sendo 7% retroativo a novembro e os outros 1,5% a partir de maio); abono indenizatório de R$ 2,5 mil e o adiamento da retirada do plano odontológico para dezembro de 2017.
 
As tratativas para o fechamento do acordo coletivo começaram ainda em 2016, com a empresa se recusando a tirar da proposta os pontos que representavam a retirada de direitos dos trabalhadores.
 
Com a demora na apresentação da proposta, o Sinticel teve de tomar medidas para garantir a data-base da categoria. Quando o sindicato estava prestes a ajuizar ação de dissídio coletivo, o presidente da Fibria, Marcelo Castello, visitou a fábrica de Aracruz, no norte do Estado, e foi questionado por representantes do sindicato. Castelli pediu, então, que o sindicato apresentasse uma nova proposta e estendeu a data-base da categoria por mais 20 dias.
 
Os trabalhadores, então, definiram as propostas e a retirada do plano odontológico foi adiada até o dia 31 de dezembro de 2017.
 
Para o Sinticel, a proposta ficou bem longe do que os trabalhadores mereciam, já que a empresa passa por um bom momento econômico. No mês de abril deste ano, a Fibria anunciou novo reajuste para os preços da celulose. Este é o sétimo anúncio desde o fim de setembro de 2016 e o quinto com aplicação em 2017. Desta vez, o reajuste foi de US$ 40 por tonelada e é válido a partir de 1 de maio.
 
Com a mudança do plano odontológico, que hoje é gratuito para o trabalhador, o funcionário vai escolher entre quatro opções de pacotes nos valores de R$ 12, R$ 25, R$ 50 e R$ 90 (valores aproximados), sendo que a opção que mais se aproxima do atual no que diz respeito à cobertura dos serviços é o de R$ 90 por pessoa.
 
Isso representa, por exemplo, que em uma família de quatro pessoas, se o trabalhador tiver de arcar com o valor de R$ 90 por pessoa, terá prejuízo de mais de R$ 4 mil em um ano. Atualmente, o trabalhador arca com uma cota de 10% se utilizar os serviços do plano, ou seja, no mês em que não usar, o trabalhador não paga nada.

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