Seculo

 

Mesmo com pressão palaciana, Majeski não tem definição se deixará o PSDB


18/05/2017 às 18:11
O entrevero entre o governador em exercício César Colnago e o deputado estadual Sérgio Majeski deve acirrar ainda mais os ânimos entre o parlamentar e o Palácio Anchieta e deve pôr fim à diplomacia entre os dois tucanos. A questão sobre o futuro partidário de Majeski, porém, ainda não tem definição. 
 
Isso porque, depois do bate-boca entre os dois tucanos na prestação de contas de César Colnago nessa quarta-feira (17) na Assembleia, criou incertezas nos meios políticos sobre a permanência do parlamentar no partido. Mas Majeski não parece ter pressa para tomar essa decisão. O deputado vem recebendo convites de partidos caso decida deixar o PSDB. Ele não esconde que está analisando as propostas, mas não há nada encaminhado. 
 
No que depender da Executiva estadual do PSDB, o deputado não precisa ter pressa em sua decisão. Segundo interlocutores tucanos, este não seria o momento mais adequado para que o deputado deixe a sigla. Majeski é considerado um dos nomes mais importantes para 2018 e pode ser uma alternativa para a disputa majoritária.
 
Para uma parte do tucanato, saindo do partido, Majeski vai criar problema para o enfrentamento interno que está sendo travado no PSDB, que consiste em tentar barrar a entrada do governador Paulo Hartung na legenda. O peemedebista quer uma acomodação estratégica para comandar o processo eleitoral em 2018, e o retorno para o ninho tucano pode ser estratégico para as pretensões do governador.
 
Mas não cabe ter o governador e seu principal opositor na Assembleia no mesmo partido, por isso, haveria um esforço concentrado do Palácio Anchieta para tirar o deputado do PSDB. Embora parte do mercado político tenha avaliado que Colnago tenha saído como vencedor do embate com Majeski, credenciando-se, inclusive, para a disputa ao governo em 2018, outra parte entende que o deputado saiu maior do entrevero, pois tirou o frio Colnago da zona de conforto, mostrando que não vê coloração partidária na hora de defender suas ideias.
 
Caso Majeski decida deixar o PSDB, resta saber se o novo partido seria capaz de acomodar o perfil independente do deputado que, bem ou mal, tem conseguido se movimentar com liberdade dentro da atual legenda. Além disso, na avaliação do mercado político, o capital do deputado hoje é muito maior que os 12.007 votos que recebeu em 2014, o que torna sua candidatura pesada para algumas coligações, caso ele dispute a proporcional.

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Comentários

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Gustavo Bastos
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