Seculo

 

Tribunal de Justiça nega liminar para relaxamento de prisão do tenente-coronel Foresti


19/05/2017 às 16:01
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) negou habeas corpus ao tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, alvo de prisão preventiva acusado de incitar o movimento de familiares de policiais militares que paralisou o policiamento durante 22 dias no mês de fevereiro deste ano. O habeas corpus foi relatado pelo desembargador Adalto Dias Tristão, que alegou que um dos pedidos do recurso já havia sido atendido e que aguardaria a manifestação da Procuradoria de Justiça para uma decisão mais abalizada quanto ao segundo pedido da defesa.

De acordo com o advogado do tenente-coronel, Paulo César Vieira, o pedido de habeas corpus foi impetrado quando o militar ainda estava recolhido no Quartel do Comando Geral (QCG). No entanto, antes que o pedido fosse julgado, Foresti foi colocado em menagem, no equivalente à prisão domiciliar, para tratar da saúde. A menagem era justamente um dos pedidos da defesa do tenente-coronel, que já havia sido atendido antes do julgamento.

No entanto, o segundo pedido, de relaxamento da prisão, não foi atendido, sob a alegação do magistrado de que vai alegar manifestação da Procuradoria de Justiça.

O advogado, que assumiu a defesa do tenente-coronel nesta semana, vai recorrer da decisão por considerar que a prisão não se justifica mais. Ele aponta que o militar está há quase 81 dias preso, desde fevereiro deste ano, e não representa risco à sociedade e à segurança pública e que o movimento dos familiares dos policiais militares já acabou. Paulo César também ressalta que Foresti não tem qualquer influência no movimento.

O tenente-coronel Foresti ficou conhecido durante o movimento pela crise nervosa que o levou para o hospital. O oficial surtou ao saber que policiais que faziam o policiamento ostensivo a pé haviam sido baleados. Ainda sob forte emoção, ele fez circular um áudio na internet que chocou quem ouviu. Um verdadeiro desabafo sobre a situação de opressão à qual os policiais estavam sendo submetidos.

No dia 25 de fevereiro, data do encerramento do movimento, Foresti postou um texto no qual se mostra surpreso com a decretação de sua prisão. “Não me informaram o motivo até o momento, mas parece ser relativo ao movimento das esposas dos policiais militares”.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
E o Homero, hein?

Defender o ex-marido da médica Milena Gottardi deve custar profundos arranhões a Homero Mafra

OPINIÃO
Editorial
Um Estado que mata suas mulheres
Crime da médica Milena Gottardi chama atenção para os casos de feminicídios, que fazem do ES um dos estados mais violentos do País para as mulheres
Renata Oliveira
Dados x discurso
Como pode o Estado ser um exemplo para o País em gestão, se não tem potencial de mercado e solidez fiscal?
Geraldo Hasse
A doença da intolerância
Ela está nos estádios, nos governos, nas igrejas, nos parlamentos, nas ruas, nos tribunais
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Branca, o Teatro e a sala de estar
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Fuzis e baionetas, nunca mais!
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Turista acidental
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

'Uma das questões que mais se discute no partido é a necessidade de se diferenciar do PT'

Ricardo Ferraço circula pelo sul do Estado ao lado de César Colnago

CPI dos Guinchos volta a mirar rotativo de Guarapari

Ex-prefeito de Alegre é absolvido em ação de improbidade

Prefeitura de Vila Velha dá início ao processo de eleição direta nas escolas