Seculo

 

Palavras viciosas


29/05/2017 às 15:33
Toda vez que ouço uma palavra estranha muita repetida pelas pessoas me motivo a escrever um artigo a respeito. Bons tempos aqueles nos quais ninguém rebuscava palavras diferentes e difíceis para mostrar entendimento. Bom era falar gírias, como “bicho” ou mesmo “joia”, palavra essa usada por todos em tempos atrás, mas que ficou até hoje na boca das mulheres. Repare.
 
Mas a palavra em questão, a palavra da moda ouvida por ai com frequência é “EMPONDERAMENTO”. Acho que entrou na atualidade linguística pelas mulheres ou por causa delas. Ou seja, “dar poder a elas ou elas agora tem poder.” Interessante que EMPODERAR é um verbo e como tal difícil de ser usado. Foram lá o pegaram e colocaram na boca do grupo que gosta de falar difícil e se difundiu entre eles. Mas como todas as palavras assim, em breve somem da verborreia pejorativa
 
Isso faz lembrar de outras palavras usadas e que sumiram ou são pouquíssimas usadas pela população dos trópicos. Uma delas, a famosa “COM CERTEZA”. Essa entupiu os ouvidos. Outra que surgiu com frequência nos anos 90 foi a palavra “IMPERDÍVEL”. Você que gosta se simpatiza com ela deveria usar o oposto também, pois “PERDÍVEL” é o antônimo de imperdível. E além do mais é um adjetivo de “dois gêneros”
 
Finalmente, ressuscitamos a palavra “EXTREMAMENTE”. Ela, segundo o dicionário, significa coisa “em alto grau de intensidade, de modo excepcional ou paroxisticamente (assim mesmo)“. Está ai, uma boa palavra para substituir o extremamente para aqueles que gostam de falar difícil
 
Bem, o pior é que as pessoas falam essas palavras talvez sem querer. Encaixaram automaticamente nas conversas, entrevistas, discursos, etc, o que nos leva a comprovar viraram vício de linguagem e geralmente usadas por pessoas que gostam de falar, mostrar que falam bem, e até por aquelas que não sabem se pronunciar.
 
Já ia me esquecendo da última! Aparece no meio futebolístico, de quem gosta de esportes na internet. A palavra “mitou”, que significa, pelo que o atleta fez de especial, ele virou mito, “mitou”
 
PARABÓLICAS
 
Antário Neto deixou a Rádio Tropical (da família) para se dedicar ao ramo de bebidas. É o novo empresário da praça
 
Nosso jornalista e dublê de policial Leonece Barros deverá se mudar para Portugal, inclusive fazer um programa de rádio para brasileiros de lá.
 
O excelente radialista e “dublê” de político, Namy Chequer, estuda fazer seu tradicional programa em outra rádio da cidade. Antes era Universitária.
 
Segundo consta, Kazinho estuda a possibilidade de fazer um Festival de Músicas Sertanejas, de preferência nas montanhas.
 
MENSAGEM FINAL
 
O desejo é a metade da vida; indiferença é a metade da morte. Enrico Oliveira

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