Seculo

 

Deputados arquivam projeto que incentiva energia limpa no Espírito Santo


12/06/2017 às 23:17
O deputado Sérgio Majeski (PSDB) teve mais uma proposição derrubada por determinação do governador Paulo Hartung (PMDB). O Projeto de Lei 264/2015, que propunha incentivar a mini e microgeração de energia limpa, com incentivo do governo do Estado para custear aquisição de equipamentos, foi arquivada por 17 votos a três, na sessão desta segunda-feira (12) da Assembleia.
 
O líder do governo, deputado Rodrigo Coelho (PDT), que orientou os deputados governistas pela não aprovação do PL, alegou vício da proposta. 
 
A argumentação de Coelho foi frontalmente rebatida por Majeski. O deputado explicou que sua assessoria estudou exaustivamente a matéria antes de apresentá-la, justamente para evitar que a proposição fosse derrubada por inconstitucionalidade ou vício. “Os meus projetos antes de protocolados, nós estudamos profundamente, consultamos funcionários de carreira da Assembleia, fazemos pesquisas fora daqui, ouvimos juízes e procuradores. A inconstitucionalidade existente foi retirada e não apresentamos o projeto só como uma boa ideia”, pontuou o autor. “Não estamos criando uma política de energia. Se for reprovado, não é por ser inconstitucional, não é por vicio, é pelo fato de quem é o autor”, afirmou o deputado, sugerindo perseguição do governo aos projetos de sua autoria.
 
Rodrigo Coelho, sempre polidamente e sem alterar o tom de voz, tentou demover a tese do deputado de suposta retaliação do governo às suas propostas. O líder afirmou que esse tipo de proposta seria exclusiva do Poder Executivo. “Não nos basta fazer a aprovação de projetos para que depois tenhamos um veto, e após (se o veto for derrubado) um questionamento na Justiça a lei ser derrubada”, disse Coelho, sugerindo que a proposição era inconsistente.
 
Os deputados Luzia Toledo (PMDB), José Esmeraldo (PMDB) e Freitas (PSB) também discutiram a matéria e defenderam a necessidade de uma política de incentivo para o setor no Estado. Mas desses três que se manifestaram favoráveis a uma política de energia limpa para o Espírito Santo, curiosamente, apenas Freitas foi coerente com sua defesa e votou a favor do PL do tucano. O outro voto a favor do projeto de Majeski veio do Padre Honório (PT), que ultimamente vem assumindo uma posição mais crítica ao governo. 
 
O deputado Freitas divergiu sobre a suposta inconstitucionalidade do PL e criticou a demora do governo em responder a uma demanda tão importante. “São dois anos tramitando. Não dá pra ficar patinando, uma luz tão favorável, a gente fica debatendo, debatendo e nada. Que o líder intensifique o debate com os secretários”, cobrou.
(Com informações da Web Ales)

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Jogo pesado

O que falta para um consenso na disputa interna do PSDB? Parar César Colnago!

OPINIÃO
Editorial
Auto-homenagem
Governo usa sessão solene da Assembleia para coroar política de educação escorada na vitrine do Escola Viva
Piero Ruschi
O ‘Santo Graal’ de Augusto Ruschi
Eventos recentes de desrespeito ao Museu Mello Leitão, camuflados sob a criação do INMA, ressuscitam episódios históricos lamentáveis
Renata Oliveira
Juntos ou separados?
O que pode ser mais complicado para Hartung ter todos os seus adversários no mesmo palanque ou cada um em seu quadrado
Gustavo Bastos
O verão do amor e o movimento hippie
O que representava o movimento hippie como tal era a utopia
Geraldo Hasse
As abelhas e o Agro
Alguns líderes se dão conta da mútua dependência entre animais e plantas
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Este blog fica por aqui
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Algo de novo no ar
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Contas públicas viram pano de fundo para disputa entre 'doutores' em Itapemirim

Jogo pesado

Justiça suspende cassação do mandato de Ruberci Casagrande

'Refiliação' de secretário aumenta tensão no PSDB

Juntos ou separados?