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26 de junho: aniversário de Santa Teresa e do Museu Mello Leitão


14/06/2017 às 19:14
Há 42 anos, no aniversário de 100 anos do município de Santa Teresa, Augusto Ruschi publicava na revista científica do Museu Mello Leitão (MBML) uma coletânea de documentos inéditos sobre a história da fundação da cidade. Um resgate da história regional, a partir do qual a cidade dos beija-flores foi reconhecida também como a primeira cidade brasileira fundada por imigrantes italianos. Não é à toa que, durante o inverno, essa cidadezinha se transforma em um pedaço da Itália para festejar seu aniversário ao estilo dos imigrantes. 
 
A data precisa do aniversário é o dia 26 de junho, dia de São Virgílio, padroeiro de Trento – lugar de origem dos primeiros imigrantes italianos que, em 1875, colonizaram a região do atual município de Santa Teresa. O dia 26 de junho, tão especial aos teresenses, também foi escolhido como data oficial da fundação do Museu de Biologia Professor Mello Leitão, em 1949. Como detalhado pelo Dr. Luiz Carlos Biasutti em seu livro sobre o Patrono da Ecologia do Brasil, A. Ruschi foi um patriota que sempre fez questão de agir em defesa do Meio Ambiente e de sua cidade natal. 
 
Em alguns dias Santa Teresa celebrará seu 142º aniversário, com a 26ª edição da Festa do Imigrante, incluindo o desfile da famosa “Carretelladelvin” embalando dezenas de milhares de visitantes. Uma bela e merecida comemoração em homenagem aos bravos imigrantes que deixaram para trás suas antigas casas para reconstruir a vida em solo brasileiro.
 
Entretanto, infelizmente, nem tudo serão flores na cidade dos colibris. O museu criado por Augusto Ruschi enfrentará seu 68º aniversário de forma lamentável, como seu fundador jamais imaginaria. Estará diante de nossos olhos, praticamente extinto, em um limbo jurídico subjugado à condição de coadjuvante do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), a instituição que se apoderou de todas suas coleções, sua área física, e seus direitos sob a contrafeita desculpa de dar continuidade aos seus objetivos institucionais, e mesmo aos desejos de seu fundador. 
 
Subjugar o MBML e alienar seu patrimônio foram ações completamente desnecessárias à criação do INMA, mas nem por isso foram evitadas. Prevaleceu o desrespeito aos filhos dos imigrantes trentinos e a todos capixabas. 
 
Cada vez mais, a população toma conhecimento sobre esse crime contra a história e ao patrimônio público, apesar dos esforços da Sociedade de Amigos do Museu, do próprio INMA e seus apoiadores em propagar a mentira de que o MBML apenas mudou de nome para Instituto da Mata Atlântica, e que A. Ruschi criou o Instituto. Um ultrajante ludíbrio da população. Logo um museu, cuja própria definição remete à longevidade, em seus 68 anos de idade, inerte e arruinado por um instituto nacional. 
 
MENSAGEM FINAL
 
É com muita felicidade que conheço diversas pessoas que admiram e respeitam o trabalho de meu pai. Sou grato por conhecê-las, pois me ensinaram que a profundidade do respeito independe da ligação de parentesco ou da conterranidade e nacionalidade. Tenho certeza de que o desrespeito ao Museu Mello Leitão não se deve ao simples fato do diretor do INMA, do presidente da Sociedade de Amigos do Museu Mello Leitão e do coordenador do Movimento de defesa do INMA não serem teresenses ou sequer morarem em Santa Teresa.

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